quarta-feira, 6 de abril de 2011

E então eu pisquei, e era fevereiro. Rápido assim, como se os fogos de ano novo tivessem sido dentro do avião que me trouxe pra Fargo enquanto eu conhecia gente do mundo todo e escorregava na neve e no inglês. Novidades são sempre rápidas.
Ah, fevereiro! A brancura da neve passou de pureza a tédio, e eu já conhecia os lugares e sabia como seriam minhas manhãs de todos os dias e noites de sexta-feira. Mas ainda assim era um país novo a ser explorado, e a saudade gigante coabitava meu coração com a curiosidade de tudo. Ouso dizer que se davam bem.
Fevereiro só tem 28 dias, mas foram 28 longos dias. E foram bons.E então veio março. Ah, março! As primeiras semanas intermináveis, esperando o spring break - a semana de folga que os americanos tem no meio do semestre. E então os spring break. Não contei para vocês, mas fui a Nova York encontrar minha família. E foi muito, muito bom. E então acabou-se o spring break, e quando eu voltei Fargo estava mais vazia.
Mas março também se foi, nem rápido nem devagar. E agora cá estamos nós, em abril. Três meses para trás, menos de um mês e meio para ir. E uma amiga minha me disse que eu não tenho que me sentir culpada por querer voltar para casa, e eu decidi que ela, como quase sempre, tem razão. Já vivi os EUA, já vivi o mundo; e desde que eu não fique deitada na cama olhando o relógio eu posso dizer que sim, estou contando os dias para voltar para o mundo que é meu.
Amanhã será um dia fantástico: vou ver o Cirque du Soleil!
E daqui a 40 dias, Guarulhos me espera.

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