Prólogo
Quando eu aprendi a andar de bicicleta, fiquei tão feliz que pedi para meus pais uma de presente de Natal. O incomum dessa história é que eu tinha 23 anos.
Papai Noel se atrasou no caminho; mas nesta segunda-feira meu presente chegou. Ou melhor: eu fui buscá-lo.
Convidei o Namorado e a Roomie para irem comigo a uma loja de esportes e depois ao shopping, e depois de várias análises de custo e benefício (e muita diversão aleatória vendo artigos esportivos dos mais diversos), comprei uma bike boa, um tanto quanto metida a besta; e uma corrente para prendê-la. E outra só para o banco.
E aí a aventura começou.
1 - Segunda-feira
A primeira parte dela foi transportar a bicicleta. Eu estava de carro; e para mim meu palio 2007 é uma picape - qual é, eu já guardei todas as coisas da minha kitnet dentro dele na minha mudança de 2009/2010. Mas acontece que eu sou meio alta e tenho pernas compridas; então a minha bicicleta é um pouco grande. E bicicletas não são coisas compactas (E não, eu não comprei uma bike dobrável).
Ok. Como faz...?
- Qualquer coisa, eu posso voltar de ônibus - sugeriu o Namorado.
- Você é pequeno. - Respondi. - Quem é grande é a bike.
Baixa o banco de trás e coloca pelo porta-malas. Ops, não cabe. Ajeita melhor. Ainda não. Tira e poe do outro jeito... Puxa pela frente... É, não vai funcionar. Baixa o banco do passageiro e põe nele. Ai, como baixa o banco do passageiro? Assim. Ok... Droga, também não cabe!
Fomos (ou melhor, a Roomie e o Namorado foram. Eu sou totalmente inexperiente em bicicletas e estava tentando ajudar, mas...) tentar tirar a roda. Em tese saia com facilidade, mas na prática... Conseguiram tirar a da frente, mas ainda não cabia de nenhuma posição.
A essa altura, já estávamos há uns bons vinte minutos fazendo estrepulias no estacionamento do shopping, e um guardinha simpático apareceu. Ajudou a tirar a roda de trás e a encaixar a bicicleta. E assim nós três e ela voltamos para casa.
Mas ainda não tinha acabado. Tinhamos que devolver as rodas, e colocar os acessórios. E estava de noite. E minha casa está sendo pintada, então aquela poeira branca estava em todo lugar. E o Namorado é essa pessoa extremamente gentil e cismada, que quando encasqueta com algo não para até terminar. Pega a chave de fenda, carrega a bike...
Gente, obrigada pela ajuda. Mesmo.
2 - Terça-feira
Então terça foi o meu primeiro dia indo de bicicleta para a Unicamp.
E o céu absolutamente ensolarado e escaldantemente quente que vinha sendo constante deu lugar a algumas nuvens de chuva.
- Chuva não combina com bicicleta. - Tinha comentado a Roomie.
Mas depois de toda a novela que foi a compra e a montagem, eu ia ficar muito triste se não usasse meu brinquedo novo.
Ok.
Decidi que ia acordar mais cedo. Falhei. Mas me arrumei correndo e saí antes da hora habitual.
Eu nunca morei tão perto da Unicamp. Tiro andando cinco minutos da minha casa até a portaria; dez até as salas de aula e o bandejão.
Mas eu venho andando em ruas íngremes com asfalto ruim onde passam carros, e minha capacidade ciclística ainda não é tão alta. Eu só tinha pedalado no pouco movimentado gramado da praça do ciclo básico da Unicamp, em frente à biblioteca central; e em Belém, em ruas absolutamente planas e também com pouco fluxo de automóveis. Então o Namorado me recomendou pegar um caminho bem maior, pela ciclovia (da Avenida 2). E foi o que eu fiz.
Medo. Hora de ir pra aula, vários estudantes indo e vindo. Aprendi a pedalar em uma bicicleta meio ruim; a minha é boa e acelera rápido. Rápido demais, me atrapalhei com as marchas.
E o medo de estar sendo ridícula. Descendo da bike para atravessar a rua. Parando bruscamente ao me aproximar de pedestres, em vez de simplesmente contorná-los. Penando em subidas.
Respirei. Eu já estava tendo trabalho demais para me equilibrar, pedalar, não machucar ninguém e não me machucar. Eu não precisava de nervosismo por vergonha. As pessoas estavam ocupadas demais vivendo a vida delas para me julgar. E se me julgassem, problema delas. Eu ainda estou aprendendo. Elas deveriam aprender mais também.
Acabei perdendo uma entradinha (a da biologia, perto do bandejão); e transformei o caminho longo em um maior ainda. Cheguei a FEM (Faculdade de engenharia mecânica) depois da Roomie, que saiu de casa depois de mim. Suada. Mas viva. E sem machucar ninguém.
A chuva prometida caiu durante a minha última aula do dia, de tarde. Um toró, com vento forte e árvores farfalhantes. E eu com dó do primeiro banho de chuva da bicileta.
- É o primeiro de muitos - Minha amiga tranquilizou.
Voltei pedalando para casa debaixo de chuvisco. Fui pelo caminho mais curto, para molhar menos. E não dei conta da subida final.
3 - Quarta-feira
Mais uma vez o dia amanheceu cheio de nuvens, e mais uma vez eu fui pedalando mesmo assim. Foi mais tranquilo (menos desesperador?) do que o dia anterior, o que me deu esperanças. Lembrei de quando aprendi a dirigir. Para você pode ter sido simples, mas pra mim deu um puta trabalho. Precisei de uns dois meses de prática constante para conseguir conversar e dirigir ao mesmo tempo. Precisei de três provas para ser aprovada e conseguir a carta. Então eu digo que, se eu aprendi a dirigir, qualquer um consegue. E meus pais sempre foram muito legais comigo, me jogando no transito. Porque confiança a gente só adquire na prática.
Encontrei um amigo pedestre no caminho para a Unicamp e conversamos um pouco; o final do percurso foi mais complicado - a tal da entradinha da biologia é uma descida estreita, e eu não dei conta. Fui pela grama molhada, e me atrapalhei mais. O tempo todo repetindo para mim mesma que eu não devia ter vergonha de não conseguir. Na hora de prender a bike eu não prestei muita atenção. O resultado disso foi que um dos amigos que moram com o Namorado chegou pouco depois de mim e me mandou descer as escadas do bloco de aula:
- Morango, você não prendeu a bike.
Cheguei lá e o Namorado estava vigiando ela. Eu simplesmente tinha prendido o quadro na roda e a roda... No nada. Não amarrei na placa.
Estúpida!
Foi sorte ninguém ter reparado. É uma biciclceta metida a besta, e Barão Geraldo é um lugar com muitos furtos.
Obrigada, gente.
Voltei para casa, a chuva já tinha passado, mas tudo ainda estava molhado. Fui pelo caminho mais longo, mas cheguei bem. Depois eu voltei à Unicamp para o taekwondo, mas ainda não me arrisquei a voltar pedalando de noite.
4 - Quinta-feira
Eu e a Roomie tinhamos que resolver uns problemas na imobiliária na hora do almoço, então fomos de carro para a aula. Não andei de bicicleta. Foi o único dia da semana que não choveu.
5- Sexta-feira
Fui pedalando pelo caminho mais longo; me senti um pouco melhor na bicicleta. Encontrei gente pelo caminho e ainda assim prendi a bicicleta direito. Ganhei o sorriso "Morango, de bike!", e isso foi legal.
Fui para o taekwondo e voltei pedalando. Morri, morri, morri. Minhas pobres pernas não me davam conta e eu mal conseguia manter uma linha reta. As subidinhas foram sofríveis. E no final eu desisti e fui arrastando a bicicleta.
Exausta.
6- Sábado
Decidi que andaria uma hora por dia no final de semana, para praticar. Meu plano inicial era pedalar de manhã, mas não consegui acordar cedo e minhas pernas ainda estavam meio estouradas do dia anterior. Fui no final da tarde.
O Namorado me sugeriu ir para a Praça da Paz, na Unicamp; que tem umas trilhazinhas de terra entre árvores. E lá fui eu. Desci pela minha rua acidentada (quase deserta no final de semana) e percebi que preciso fazer isso mais vezes - a descida é uma delícia! Fui para a praça e fiquei pedalando entre árvores e pessoas fazendo caminhada e passeando com o cachorro. Pai e filho passaram por mim - o menino, de uns 8 anos, estava de caapcete; e dessa vez eu só achei engraçado eu estar na mesma situação (um pouco pior, talvez) que o moleque. Mamãe bem que quer que eu compre um capacete...
Não consegui completar uma subidinha de terra de primeira e encasquetei que a tentaria até dar certo. Funcionou e fiquei satifeita. Parei bruscamente umas duas vezes com medo de bater em pedestres, mas consegui contorná-los outras também. Passei em espaços pequenos, desci, passei por desníveis, fiz curvas. Fui fazer uma mais fechada e me estatelei no chão com bicicleta e tudo para me desviar de um coqueiro. Só um arranhão no joelho... Levantei, espanei e continuei pedalando. E me dei conta que nessa semana surgiram uns hematomas misteriosos na minha perna, que eu não sei explicar... E aí um dosrefletores do pneu quebrou. Ok, eu compro um novo...
Foi uma hora bem gostosa pedalando. Passou rápido. Fiquei com medo de ser pega pela chuva, mas não choveu. Me irritei com meu cabelo voando na cara e decidi que preciso de uma faixa.
Mas eu estou cada vez gostando mais dessa história de pedalar.
Quando eu aprendi a andar de bicicleta, fiquei tão feliz que pedi para meus pais uma de presente de Natal. O incomum dessa história é que eu tinha 23 anos.
Papai Noel se atrasou no caminho; mas nesta segunda-feira meu presente chegou. Ou melhor: eu fui buscá-lo.
Convidei o Namorado e a Roomie para irem comigo a uma loja de esportes e depois ao shopping, e depois de várias análises de custo e benefício (e muita diversão aleatória vendo artigos esportivos dos mais diversos), comprei uma bike boa, um tanto quanto metida a besta; e uma corrente para prendê-la. E outra só para o banco.
E aí a aventura começou.
1 - Segunda-feira
A primeira parte dela foi transportar a bicicleta. Eu estava de carro; e para mim meu palio 2007 é uma picape - qual é, eu já guardei todas as coisas da minha kitnet dentro dele na minha mudança de 2009/2010. Mas acontece que eu sou meio alta e tenho pernas compridas; então a minha bicicleta é um pouco grande. E bicicletas não são coisas compactas (E não, eu não comprei uma bike dobrável).
Ok. Como faz...?
- Qualquer coisa, eu posso voltar de ônibus - sugeriu o Namorado.
- Você é pequeno. - Respondi. - Quem é grande é a bike.
Baixa o banco de trás e coloca pelo porta-malas. Ops, não cabe. Ajeita melhor. Ainda não. Tira e poe do outro jeito... Puxa pela frente... É, não vai funcionar. Baixa o banco do passageiro e põe nele. Ai, como baixa o banco do passageiro? Assim. Ok... Droga, também não cabe!
Fomos (ou melhor, a Roomie e o Namorado foram. Eu sou totalmente inexperiente em bicicletas e estava tentando ajudar, mas...) tentar tirar a roda. Em tese saia com facilidade, mas na prática... Conseguiram tirar a da frente, mas ainda não cabia de nenhuma posição.
A essa altura, já estávamos há uns bons vinte minutos fazendo estrepulias no estacionamento do shopping, e um guardinha simpático apareceu. Ajudou a tirar a roda de trás e a encaixar a bicicleta. E assim nós três e ela voltamos para casa.
Mas ainda não tinha acabado. Tinhamos que devolver as rodas, e colocar os acessórios. E estava de noite. E minha casa está sendo pintada, então aquela poeira branca estava em todo lugar. E o Namorado é essa pessoa extremamente gentil e cismada, que quando encasqueta com algo não para até terminar. Pega a chave de fenda, carrega a bike...
Gente, obrigada pela ajuda. Mesmo.
2 - Terça-feira
Então terça foi o meu primeiro dia indo de bicicleta para a Unicamp.
E o céu absolutamente ensolarado e escaldantemente quente que vinha sendo constante deu lugar a algumas nuvens de chuva.
- Chuva não combina com bicicleta. - Tinha comentado a Roomie.
Mas depois de toda a novela que foi a compra e a montagem, eu ia ficar muito triste se não usasse meu brinquedo novo.
Ok.
Decidi que ia acordar mais cedo. Falhei. Mas me arrumei correndo e saí antes da hora habitual.
Eu nunca morei tão perto da Unicamp. Tiro andando cinco minutos da minha casa até a portaria; dez até as salas de aula e o bandejão.
Mas eu venho andando em ruas íngremes com asfalto ruim onde passam carros, e minha capacidade ciclística ainda não é tão alta. Eu só tinha pedalado no pouco movimentado gramado da praça do ciclo básico da Unicamp, em frente à biblioteca central; e em Belém, em ruas absolutamente planas e também com pouco fluxo de automóveis. Então o Namorado me recomendou pegar um caminho bem maior, pela ciclovia (da Avenida 2). E foi o que eu fiz.
Medo. Hora de ir pra aula, vários estudantes indo e vindo. Aprendi a pedalar em uma bicicleta meio ruim; a minha é boa e acelera rápido. Rápido demais, me atrapalhei com as marchas.
E o medo de estar sendo ridícula. Descendo da bike para atravessar a rua. Parando bruscamente ao me aproximar de pedestres, em vez de simplesmente contorná-los. Penando em subidas.
Respirei. Eu já estava tendo trabalho demais para me equilibrar, pedalar, não machucar ninguém e não me machucar. Eu não precisava de nervosismo por vergonha. As pessoas estavam ocupadas demais vivendo a vida delas para me julgar. E se me julgassem, problema delas. Eu ainda estou aprendendo. Elas deveriam aprender mais também.
Acabei perdendo uma entradinha (a da biologia, perto do bandejão); e transformei o caminho longo em um maior ainda. Cheguei a FEM (Faculdade de engenharia mecânica) depois da Roomie, que saiu de casa depois de mim. Suada. Mas viva. E sem machucar ninguém.
A chuva prometida caiu durante a minha última aula do dia, de tarde. Um toró, com vento forte e árvores farfalhantes. E eu com dó do primeiro banho de chuva da bicileta.
- É o primeiro de muitos - Minha amiga tranquilizou.
Voltei pedalando para casa debaixo de chuvisco. Fui pelo caminho mais curto, para molhar menos. E não dei conta da subida final.
3 - Quarta-feira
Mais uma vez o dia amanheceu cheio de nuvens, e mais uma vez eu fui pedalando mesmo assim. Foi mais tranquilo (menos desesperador?) do que o dia anterior, o que me deu esperanças. Lembrei de quando aprendi a dirigir. Para você pode ter sido simples, mas pra mim deu um puta trabalho. Precisei de uns dois meses de prática constante para conseguir conversar e dirigir ao mesmo tempo. Precisei de três provas para ser aprovada e conseguir a carta. Então eu digo que, se eu aprendi a dirigir, qualquer um consegue. E meus pais sempre foram muito legais comigo, me jogando no transito. Porque confiança a gente só adquire na prática.
Encontrei um amigo pedestre no caminho para a Unicamp e conversamos um pouco; o final do percurso foi mais complicado - a tal da entradinha da biologia é uma descida estreita, e eu não dei conta. Fui pela grama molhada, e me atrapalhei mais. O tempo todo repetindo para mim mesma que eu não devia ter vergonha de não conseguir. Na hora de prender a bike eu não prestei muita atenção. O resultado disso foi que um dos amigos que moram com o Namorado chegou pouco depois de mim e me mandou descer as escadas do bloco de aula:
- Morango, você não prendeu a bike.
Cheguei lá e o Namorado estava vigiando ela. Eu simplesmente tinha prendido o quadro na roda e a roda... No nada. Não amarrei na placa.
Estúpida!
Foi sorte ninguém ter reparado. É uma biciclceta metida a besta, e Barão Geraldo é um lugar com muitos furtos.
Obrigada, gente.
Voltei para casa, a chuva já tinha passado, mas tudo ainda estava molhado. Fui pelo caminho mais longo, mas cheguei bem. Depois eu voltei à Unicamp para o taekwondo, mas ainda não me arrisquei a voltar pedalando de noite.
4 - Quinta-feira
Eu e a Roomie tinhamos que resolver uns problemas na imobiliária na hora do almoço, então fomos de carro para a aula. Não andei de bicicleta. Foi o único dia da semana que não choveu.
5- Sexta-feira
Fui pedalando pelo caminho mais longo; me senti um pouco melhor na bicicleta. Encontrei gente pelo caminho e ainda assim prendi a bicicleta direito. Ganhei o sorriso "Morango, de bike!", e isso foi legal.
Fui para o taekwondo e voltei pedalando. Morri, morri, morri. Minhas pobres pernas não me davam conta e eu mal conseguia manter uma linha reta. As subidinhas foram sofríveis. E no final eu desisti e fui arrastando a bicicleta.
Exausta.
6- Sábado
Decidi que andaria uma hora por dia no final de semana, para praticar. Meu plano inicial era pedalar de manhã, mas não consegui acordar cedo e minhas pernas ainda estavam meio estouradas do dia anterior. Fui no final da tarde.
O Namorado me sugeriu ir para a Praça da Paz, na Unicamp; que tem umas trilhazinhas de terra entre árvores. E lá fui eu. Desci pela minha rua acidentada (quase deserta no final de semana) e percebi que preciso fazer isso mais vezes - a descida é uma delícia! Fui para a praça e fiquei pedalando entre árvores e pessoas fazendo caminhada e passeando com o cachorro. Pai e filho passaram por mim - o menino, de uns 8 anos, estava de caapcete; e dessa vez eu só achei engraçado eu estar na mesma situação (um pouco pior, talvez) que o moleque. Mamãe bem que quer que eu compre um capacete...
Não consegui completar uma subidinha de terra de primeira e encasquetei que a tentaria até dar certo. Funcionou e fiquei satifeita. Parei bruscamente umas duas vezes com medo de bater em pedestres, mas consegui contorná-los outras também. Passei em espaços pequenos, desci, passei por desníveis, fiz curvas. Fui fazer uma mais fechada e me estatelei no chão com bicicleta e tudo para me desviar de um coqueiro. Só um arranhão no joelho... Levantei, espanei e continuei pedalando. E me dei conta que nessa semana surgiram uns hematomas misteriosos na minha perna, que eu não sei explicar... E aí um dosrefletores do pneu quebrou. Ok, eu compro um novo...
Foi uma hora bem gostosa pedalando. Passou rápido. Fiquei com medo de ser pega pela chuva, mas não choveu. Me irritei com meu cabelo voando na cara e decidi que preciso de uma faixa.
Mas eu estou cada vez gostando mais dessa história de pedalar.