O único problema da vida é que ela acontece o tempo todo, em lugares demais.
Na dúvida o melhor é ir (porque não há nada mais previsível do que meus lençois cor-de-rosa de sempre).
Perca menos tempo tentando descobrir quem é, esteja mais.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
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Marina
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Temática(s): Eu sinto muito
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Ainda na tarde em que eu não aprendi a esquiar
E este post é continuação (ou, melhor dizer: ilustração) do anterior.
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Marina
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Temática(s): Intercâmbio
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Metáfora barata sobre a vida na tarde em que eu não aprendi a esquiar
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Marina
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Grama
Conforme o prometido pela previsão do tempo, semana passada esquentou. E Fargo como eu conheço começou a derreter. E uma nova Fargo começou a se descobrir.
Num dia, pedrinhas. Quem diria que ali tinha pedrinhas? E então: GRAMA! Fazia seis semanas que eu não via grama. E de repente decobri que Fargo é cheia de gramadinhos.
A parte ruim disso tudo é a lama. Água não evapora a seis graus (sim, chegou a seis graus!!! Positivos!!!), e toda aquela neve tem que ir para algum lugar. E esse lugar pode ser o chão de grama, mas às vezes é a rua mesmo. Minha bota de neve branca ("botinha de astronauta", segundo um amigo) está marrom. Mas quem se importa, se tem até esquilos de novo?
As pessoas começaram a sair sem os casacões pesados. Minhas roomates perguntaram por que eu ainda estava com aquilo; e deve dizer que na hora do almoço de três dias, e depois em um dia inteiro, senti que ele era demais. Mesmo aberto, sem gorro nem luva nem cachecol. Mas eu tenho medo demais do frio para me atrever.
Já quem nasceu e se criou aqui... Meninos de bermuda e camiseta, a três graus. E alguns segurando o agasalho, como que dizendo "por que raios eu sai com isso?"
Esse povo morreria em Belém do Pará.
Tudo bom, tudo lindo. Por quatro dias inteiros. E então começou a esfriar de novo. E então eu senti que precisava do meu casaco, gorro e cachecol. E da outra blusa de lã por baixo. Aí hoje eu acordei e vi o estacionamento de novo assim pela janela:
Tudo branco, mais uma vez. Neve combrindo o carro, mais uma vez... E neve passando pela gente quase na horizontal de tanto vento.
Minha roomate disse que ficou feliz de hoje não ter aula, porque ela certamente não iria.
Estou pensando como vou arrumar coragem mais tarde para ir almoçar...
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Marina
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
Pelada
A partir de agora teremos um dress code (código de vestimenta).
- Como é? - Perguntei a meu professor.
- Simples. Nada de jeans, camisetas ou roupas justas.
Putz.
Revisão mental de todas as roupas que tenho aqui em Fargo.
É. Apenas jeans, camisetas e roupas justas. E casacos gigantes e moletons.
Sabe, esse é um dos motivos pelo qual as pessoas vivem achando que eu tenho menos do que meus 22 anos. Porque eu me visto como uma moleca.
Ok. Havia 3 soluções possíveis para o problema:
1 - Deixar quieto e perder os pontos de vestimenta, que nem são muitos mesmo;
2 - Pedir roupas emprestadas. Uma das minhas roomates parece ter quadris do tamanho dos meus...
3 - Ir às compras.
Claro que escolhi a número 3. Porque, apesar de me vestir como um moleca, eu adoro roupas. Tenho milhares das minhas camisetas estampadas e coloridas.
Logo que cheguei a Fargo usando o casaco do meu pai e botas de soldado, uma amiga do meu pai me levou para comprar roupas quentinhas. Primeiro ao shopping, e shoppings são iguais em qualquer lugar do mundo (na verdade, o de Fargo é pequenininho). E depois ao Savers.
O que é o Savers?
Um dos lugares dos meus sonhos. Um brechó gigante que doa parte dos lucros para caridade e vende roupas absurdamente baratas. Com menos de 40 dolares comprei dois casacões de frio, um suéter, dois gorros, cachecol e luvas.
Aí hoje descobri o caminho do ônibus e fui lá atrás das minhas roupas de mulher crescida.
Uau.
Foram três horas escolhendo e experimentando muitas coisas que não eram o que eu estava procurando. Como eu me diverti.
E uma das coisas que vi foi um sobretudo preto. Lindo. Corte perfeito, acinturado gola em v. Botões bonitos. Exatamente do meu tamanho, eu fiquei maravilhosa nele.
Mais como era pesado!
Eu estava diante do espelho quando me deu o estalo: "isso é pele de verdade?"
Era.
Meu Deus.
Mulheres contra casacos de pele nunca experimentaram um. Como eu estava bonita lá dentro!
Ai.
Eu sou uma onívora convícta. Mas casaco de pele? Matar bichinhos para fazer roupa? Não é necessário...
(Vegetarianos argumentariam que comer carne também não. Mas para mim é o ciclo da vida, biologia...)
Eu uso couro...
Mas pele? Ah, parece tão errado usar pele! Eu nunca me informei direito, nunca refleti a respeito; me criei nos trópicos, para que eu ia querer um casaco de pele?
Estava tão elegante. Tão mulher.
E estava tão barato!!!
Não.
Não preciso de um casaco de pele. Não tenho opnião formada, não quero me arrepender. Eu já mato bichinhos demais.
(Sem falar que não posso simplesmente jogá-lo na máquina de lavar...)
Deixei o casaco e fui.
Refletir sobre consumismo destrói a consciência da gente.
PS: Comprei minhas roupas de mulher adulta. No plural; vão ter outras apresentações... E eu estava tão tão lá dentro! E comprei outras coisinhas também...
PS2: As calças jeans estavam em promoção e resolvi experimentá-las. Mais uma vez eu não fazia ideia do meu número americano (tinha visto na minha agenda, mas ele estava errado para sapatos, daí achei que estivesse para calças também), então simplesmente escolhi no olhômetro. Qual não foi a minha surpresa ao chegar no provador e ver que tinha pego calças maiores do que eu! Eu me vejo maior do que realmente sou? Ou simplesmente não estou acostumada a pegar um tamanho intermediário, em vez de o maior da loja? Americanos vendem roupas enormes...
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Marina
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04:06
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Olha só que positivo:
Sexta-feira passada completou um mês que cheguei aqui em Fargo. E hoje, pela primeira vez, meu gadget de temperatura previu uma máxima acima de zero!!! Será sábado, depois de 39 dias negativos (ou no máximo no zero).
Talvez o inverno esteja mesmo começando a ir embora. Embora eu já saiba que aqui a temperatura fica subindo e abaixando...
Nunca na minha vida achei que fosse dizer isso, mas 0C é uma delícia depois que você teve que sair 7h da manhã a -30C.
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Marina
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Homesick
Todo lusófono com o mínimo de orgulho linguístico vangloria-se da palavra saudade. Aqui aprendi que, mesmo com pouquíssimas conjugações verbais e uma estrutura rígida que só serve para dar graça ao Yoda, em inglês há também sentimentos.
Homesick.
Uma daquelas palavras exatas, sabe?
Sim, estou doente por casa.
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Marina
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Eu realmente não sei o que esses americanos fazem, mas ontem eu comi o primeiro peito de frango gorduroso da minha vida. E ele nem estava frito.
De verdade, estou com medo da balança. E do espelho.
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Marina
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21:30
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sábado, 5 de fevereiro de 2011
Paraense não consegue ficar muito tempo longe da Joelma...
(Sim, eu sei que antes de existir a banda calyyyyyyyyyyyypsoooooooo havia a lenda grega...)
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Marina
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18:24
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Desculpa, EUA (I´m having the time of my life)
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Marina
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Os doces estudantes de engenharia americanos
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Marina
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21:44
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