segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Grama
Conforme o prometido pela previsão do tempo, semana passada esquentou. E Fargo como eu conheço começou a derreter. E uma nova Fargo começou a se descobrir.
Num dia, pedrinhas. Quem diria que ali tinha pedrinhas? E então: GRAMA! Fazia seis semanas que eu não via grama. E de repente decobri que Fargo é cheia de gramadinhos.
A parte ruim disso tudo é a lama. Água não evapora a seis graus (sim, chegou a seis graus!!! Positivos!!!), e toda aquela neve tem que ir para algum lugar. E esse lugar pode ser o chão de grama, mas às vezes é a rua mesmo. Minha bota de neve branca ("botinha de astronauta", segundo um amigo) está marrom. Mas quem se importa, se tem até esquilos de novo?
As pessoas começaram a sair sem os casacões pesados. Minhas roomates perguntaram por que eu ainda estava com aquilo; e deve dizer que na hora do almoço de três dias, e depois em um dia inteiro, senti que ele era demais. Mesmo aberto, sem gorro nem luva nem cachecol. Mas eu tenho medo demais do frio para me atrever.
Já quem nasceu e se criou aqui... Meninos de bermuda e camiseta, a três graus. E alguns segurando o agasalho, como que dizendo "por que raios eu sai com isso?"
Esse povo morreria em Belém do Pará.
Tudo bom, tudo lindo. Por quatro dias inteiros. E então começou a esfriar de novo. E então eu senti que precisava do meu casaco, gorro e cachecol. E da outra blusa de lã por baixo. Aí hoje eu acordei e vi o estacionamento de novo assim pela janela:
Tudo branco, mais uma vez. Neve combrindo o carro, mais uma vez... E neve passando pela gente quase na horizontal de tanto vento.
Minha roomate disse que ficou feliz de hoje não ter aula, porque ela certamente não iria.
Estou pensando como vou arrumar coragem mais tarde para ir almoçar...
Rabiscado por
Marina
às
13:03
Temática(s): Intercâmbio
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