domingo, 28 de fevereiro de 2016

História de bar

- Bonita sua tatuagem do braço! - O irmão da minha amiga comenta.
- Obrigada. - Sorrio.
- Ela tem mais duas. - Alguém diz.
- Onde?
Levanto e viro de costa. Coloco a perna para fora da fenda do vestido, deixando a mostra as flores-caveira da minha panturrilha.
- Noooossa. Que flores são essas?
Dou os ombros:
- Não faço a menor ideia.
Risadas.
- Mas deveria, não? - Reflito e bebo mais um gole de cerveja. - Pois bem: essas flores são de uma espécie muito rara que cresce só na Amazônia. Minha vó tinha um jardim enorme delas e eu cresci ajudando a cuidar. Quando eu entrei na adolescência, houve um dia em que as flores foram roubadas. Minha vó ficou muito brava e eu fiquei sem saber o que pensar: no mesmo dia, ganhei um buquê delas do primeiro rapaz por quem me apaixonei... Ele havia roubado as flores sem saber de quem era o jardim! Até hoje fico triste ao lembrar que ele morreu em um acidente de carro, anos depois.


Moral da história: não se desafia uma pisciana de sol, ascendente e lua; e ainda por cima dona de blog!; a se justificar.

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