quinta-feira, 31 de julho de 2008

Light, por favor!

Era uma propaganda, acho que vocês se lembram. A mulher chegava no balcão da lanchonete e pedia sanduíches e doces, em quantidade suficiente para vexar qualquer gordinho. E para beber pedia um refrigerante:
- Light, por favor.
E todos os telespectadores caiam na risada. Ou quase todos. Eu não. Talvez simplesmente por eu ser uma gorda que termina pedindo suco com adoçante, acho que o pedido faz sentido. Para se ela não deveria comer tudo aquilo, deveria menos ainda beber o refrigerante também, não acham? Ruim com o refrigerante light, pior com o tradicional (estou aqui falando apenas nas calorias e não entrando na discussão sobre se adoçante dá câncer ou coisas do gênero). O mesmo se aplica a comer depois de fazer exercícios. Certo, eu concordo que o ideal seria ficar no saudável é leve, mas se é para comer gorduroso e cheio de açúcar, melhor que seja fazendo exercício do que só deitado na frente da tv.
Alguém pode ler este texto e achar que se trata apenas da explicação do porque eu sou gorda, mas não é. É uma explicação do porque eu não sou mais gorda ainda e também uma versão saúde da fábula do passarinho – aquele que tentou apagar o incêndio da floresta com uma tigela furada. Talvez você ache o passarinho ridículo, e eu até lhe dou razão se você for daqueles com um caminhão de disciplina e determinação. Caso contrário, o fato da floresta estar pegando fogo não é justificativa para jogar gasolina. Pode até ser ridículo, mas por nada deixo de usar a minha tigelinha.

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