1
Aprendi a importância da divisão de tarefas quando carregava um sofá de um apartamento na rótula da Carvoeira até a sede da Associação de Pós-Graduandos (APG), perto do RU da UFSC. Éramos cinco mestrandos e doutorandos, torta e desajeitadamente levando aquele trambolho no braço para não ter mais que sentar no chão em reunião, sob olhares curiosos e risadas dos passantes.
Cuidado com degrau, tem uma poça ali, opa, vamos apoiar melhor, rir todo mundo ri mas oferecer ajuda ninguém quer, opa opa cuidado desnível no chão vamos devagar tamos chegando lá.
Chegamos, e a hora mais difícil foi quando uma das mulheres largou o sofá para abrir a porta. Até então o sofá era mais desajeitado que pesado; foi ela sair debaixo dele que meus braços doeram. Cinco são mais fortes que quatro, e às vezes parecem mãos demais ou ações pequenas, mas faz toda a diferença.
2
Aprendi a importância de socializar conhecimento em uma reunião da APG em um dia quente de verão, quando olhávamos sudorentos o ar-condicionado em silêncio mortal. Já tinha rolado procurar vídeo e manual e subir na mesa e cutucar; mas acontece que o único cara que sabia ligar aquele troço tirando a tampa estava preso em experimento no lab e não vinha; e ao resto de nós cabia o derretimento e a reflexão sobre a inutilidade e a morte de uma informação não compartilhada com a sociedade.
segunda-feira, 23 de abril de 2018
Grandes lições profundas de auto-ajuda aprendidas porque não temos grana para pagar frete ou consertar um ar-condicionado
Rabiscado por
Marina
às
18:00
Temática(s): Colecionando Causos, Sobre a Ciência e a Academia
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário