Ouro Preto é tão bonita que parece que pediu pra ser bonita e entrou na fila várias e várias vezes.
Foi a segunda vez que fui à cidade, mas foi como se fosse a primeira; porque da outra vez havia um carro e não houve cachoeira. Faz mais de quinze anos, era o auge do inverno e éramos eu, meu pai, meu tio, minha irmã e uma prima, numa viagem de pais e filhas com chocolate quente e luvas perdidas, no tempo em que eu achava que ia crescer e virar historiadora; e me encantei com todos aqueles causos registrados em arquitetura.
Foi só agora, segunda primeira viagem no finzinho de 2017 e início de 2018, que fiquei sabendo que não tinham me contado a história direito. Racismo epistêmico, foi o termo que a minha amiga Mirian me ensinou. Eu sabia que tinha havido grande exploração de escravos negros na mineração no Brasil, o que eu não sabia é que eles era mão de obra especializada. Os escravos que vinham trabalhar em Minas eram os que detinham a tecnologia de como extrair o ouro; e domingo era "dia de preto" porque era o dia em que eles podiam trabalhar para si, para obter ouro para a própria alforria. "Dia de branco" é dia de ser explorado pelos outros.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Redação sobre as férias - parte 3
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário