Sinto-me pena
não leve, nem coitada
apenas desajeitadamente emplumada
dançando sob o nariz do soldado
Ele lindo, vestido de prata
e com o chapeu de uma rainha de virtudes que nem mesmo existem
neste mundo
Mas o heroi é bom e se cobra o mundo
Eu não fui criada para o mundo
Mas quero
ser capaz de limpar seus sapatos
sou dele cria
E nisso o soldado me inspira
não parece sério
Tem o sorriso de quem acha o mundo simples
e o estômago machucado de quem não sabe gritar
Meu bom herói
Adulto desde criança
Eu o chamei para dançar
(ou ele me chamou? Não sei)
mas de certa forma encaixamos
nossas pernas e braços e quadris
e encaixamos tão bem encaixado!
ele soldado, eu pluma
ele pedra, eu espuma
Uma pedra que quer voar
muito fácil ser mocinha,
mas quem salva o herói?
o soldado é bem mais que um soldado
não precisa estar soldado
não precisa segurar o mundo que serpenteia
e agora o que eu quero é lhe fazer cócegas
para arrancar mais um riso sincero e incomodado
(daqueles que fazem chorar, porque chorar é preciso
especialmente para quem tem riso leve e estômago machucado)
para tirá-lo do sentido
sem sentido
Tirar-lhe os sentidos
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Cócegas no soldado
Rabiscado por
Marina
às
21:36
Temática(s): Crescer e alguns outros versos
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