sábado, 8 de janeiro de 2011

Marujada do Glorioso São Benedito

Desde sempre todo dia 25 de dezembro meus pais me acordam no finzinho da manhã para arrumar minha mochila. Lá pelo meio da tarde, depois de arrumar e desarrumar muitas coisas, finalmente partimos rumo à Bragança, uma cidade que dista de Belém 3 horas de carro com direito a parada para comer pão de queijo e comprar queijo de bufála. Minha família por parte de pai é de lá, e uma tia nos hospeda sempre que vamos em busca de mar ou bar.
Lá dia 26 é o dia principal e final e das festividades de São Benedito, que é o santo protetor da cidade. Muito bonito de se ver e gostoso de participar. Neste ano pela primeira vez saí de maruja, que é a roupa típica - para as mulheres uma saia longa vermelha, uma camisa branca, uma faixa vermelha, muitos colares e um enorme (e a mim surpreendentemente pesado) chapéu dourado enfeitado com plumas, lantejoulas e fitas coloridas; para os homens (marujos) camisa de botão e calça branco, uma fita vermelha no braço e um chapéu branco com uma rosa vermelha. Participei da procissão (calçada contra a tradição; mas veja bem - eu sequer tenho um Deus exato, mas ele certamente não quer destruir meus pés nem se irrita com quem usa havaianas. Aliás, nem existiam havaianas quando começou a procissão...); ano que vem planejo não me cansar e conseguir dançar no barracão e entrar meia noite vestida na igreja...
Atendendo a pedidos, vou postar fotos.
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Na noite do dia 25, dois marujos dançam em um quadro iluminado pelo charmoso lustre do Benquerença, o restaurante na esquina da praça defronte do rio Caeté
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Na frente do rio Caeté, um parquinho de filme brasileiro nordestino com Selton Mello revela todo o charme de cidade interiorana
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A festa acontecia já no antigo barracão. Vejam os detalhes das paredes




Então chegou o dia seguinte, e eu meu pai e minha irmã nos metamorfoseamos em marujos de São Bené (intimidade com santo é outra história...)

Reparem nas nossas faixas e flores. Lá pelo meio da procissão percebemos que havia algo de errado com a gente... Por um pequeno problema de lateralidade, haviamos invertido os lados!
Destrocamos.








E vamos à procissão!


Procissão com coração e sensatez - começa no final da tarde, quando o sol da linha do equador amaina.


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Mamãe também estava lá, embora não caracterizada








Reparem no tamanho do chapéu (e na fita, já corrigida)








Duas marujas exaustas (e uma prima bonitona. Ela está procurando o príncipe encantado, se alguém se habilitar...)



Ao fundo, a igreja (e o tradicional Rex bar)


O lado de fora do antigo barracão, de dia


Ê sono!


Mais uma vez a igreja


Marujos e rio


Quantas primas (e primo) conseguem sentar em uma cama?


Dentro da igreja, diante do altar (reparem que estou no andar debaixo, para nivelar a foto...)



Foto com a Dorinha não podia faltar!

E enquanto voltávamos exautos para casa, incansávies marujos dançavam no barracão.


Viva o glorioso São Benedito!


À meia noite, marujas abraçam a igreja


E a gente, já não-marujos, ainda dançou no show do Junior Soares!



A noite Bragança: o Rex, o coreto, a roda gigante, o rio.

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