Começou com as figurinhas.
Um dia eu estava na aula e uma amiga vira a um amigo:
- Você está colecionando figurinhas da copa?
Achei estranho; ela, tão madura e elegante, com um album de figurinhas. Mas cada um tem as suas estranhezas, então relevei.
Mas a conversa se tornou frequente, entre os mais diversos passantes da universidade:
- Tem para trocar essa semana?
- A gente vai completar rápido, estamos fazendo juntos...
Cheguei a ouvir cálculos:
- Completar o álbum vai custar uns trezentos reais. Mas é barato! Dividindo pelo número de dias, por quatro anos... Dá bem menos de um bandeco por dia!
(Nota: bandeco é a unidade monetária de unicamplândia; atualmente cotado em dois reais).
Comecei a achar que quem tinha estranhezas era eu no dia em que passei e vi uma roda de universitários batendo bafo no pátio entre as salas. Virou frequente, também. Isso e as pessoas pegarem aquele papel com as que faltam para completar.
A confirmação veio quando fui visitar uma tia e descobri que minha prima, nutricionista, 25 anos, tinha seu álbum também. É, a estranha era eu.
Aí começaram os jogos. E os bolões, e as queixas pela merda desse semestre não acabar logo de uma vez para as pessoas poderem torcer em paz.
Aí houve o dia do teste de física.
Sala lotada, como só em dia de prova. E o professor demorando. E celulares e i-pods com acesso a internet ligados para acompanhar o placar.
Então entra o professor, de mãos abanando.
- Cadê o teste? - Pergunta um amigo mais descarado.
- Pois é, boa pergunta! Deu problema na impressão...
E logo ele e o professor da sala do lado saíram para uma missão de resgate.
Deixando uma sala lotada. Uma sala com um puta telão de projeção.
E se a gente...?
- Coloca no jogo! - Disse alguém.
Burburinho.
E um dos alunos da frente topou. E levantou, fechou os slides do professor, abriu a internet, apagou as luzes da sala, apertou full screen e... play.
Gritaria.
O jogo estava no final e a aconexão ruim, mas foi realmente a realização de um sonho. Umas três vezes a porta foi aberta por algum curioso. E, quando o professor chegou com os testes na mão, fez uma cara hilária de quem tinha descoberto a coisa mais maravilhosa do universo.
Um dia eu estava na aula e uma amiga vira a um amigo:
- Você está colecionando figurinhas da copa?
Achei estranho; ela, tão madura e elegante, com um album de figurinhas. Mas cada um tem as suas estranhezas, então relevei.
Mas a conversa se tornou frequente, entre os mais diversos passantes da universidade:
- Tem para trocar essa semana?
- A gente vai completar rápido, estamos fazendo juntos...
Cheguei a ouvir cálculos:
- Completar o álbum vai custar uns trezentos reais. Mas é barato! Dividindo pelo número de dias, por quatro anos... Dá bem menos de um bandeco por dia!
(Nota: bandeco é a unidade monetária de unicamplândia; atualmente cotado em dois reais).
Comecei a achar que quem tinha estranhezas era eu no dia em que passei e vi uma roda de universitários batendo bafo no pátio entre as salas. Virou frequente, também. Isso e as pessoas pegarem aquele papel com as que faltam para completar.
A confirmação veio quando fui visitar uma tia e descobri que minha prima, nutricionista, 25 anos, tinha seu álbum também. É, a estranha era eu.
Aí começaram os jogos. E os bolões, e as queixas pela merda desse semestre não acabar logo de uma vez para as pessoas poderem torcer em paz.
Aí houve o dia do teste de física.
Sala lotada, como só em dia de prova. E o professor demorando. E celulares e i-pods com acesso a internet ligados para acompanhar o placar.
Então entra o professor, de mãos abanando.
- Cadê o teste? - Pergunta um amigo mais descarado.
- Pois é, boa pergunta! Deu problema na impressão...
E logo ele e o professor da sala do lado saíram para uma missão de resgate.
Deixando uma sala lotada. Uma sala com um puta telão de projeção.
E se a gente...?
- Coloca no jogo! - Disse alguém.
Burburinho.
E um dos alunos da frente topou. E levantou, fechou os slides do professor, abriu a internet, apagou as luzes da sala, apertou full screen e... play.
Gritaria.
O jogo estava no final e a aconexão ruim, mas foi realmente a realização de um sonho. Umas três vezes a porta foi aberta por algum curioso. E, quando o professor chegou com os testes na mão, fez uma cara hilária de quem tinha descoberto a coisa mais maravilhosa do universo.
Um comentário:
Heuheuheuheuheu
Quem será que foi esse aluno...
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