Era meramente uma de nós,
livre como um passarinho em uma gaiola do tamanho dos seus sonhos.
Até o dia em que seu corpo, máquina humana, fraquejou
e ela se viu encarcerada em uma prisão macia e impecavelmente branca.
Na primeira semana, chorou;
na segunda, resignou-se;
e na terceira, pediu-me ajuda.
Não sabia como, mas a ensinei a voar.
Sinto saudades, mas não remorso.
Minhas grades valem aquele último sorriso.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Confissão
Rabiscado por
Marina
às
20:19
Temática(s): Crescer e alguns outros versos
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