Digo-te de antemão
(não falo por crueldade)
que busques a perfeição
só não a creias verdade
Não que a vida seja como
os ingênuos fazem crer
pois felicidade é pomo
farto e fácil de colher
É apenas a mania
que se tem de ter razão
tola ingênua fobia
de ser simples e de ser são!
Verdade. simples é a vida
como aos outros animais
morte de rã não é lida
em manchetes de jornais
Nós apenas a tingimos
cinza, azul, rosa ou carmim
e depois cantamos hinos
a nossos fardos sem fim
Oh meu bem, não leve a sério
quem tão sério finge ser
ria, diga um impropério
faça o que quiser fazer
Creia no que achar crível
quem sou eu a dizer não?
Mas sempre faça o cabível
por seu arroz com feijão
Vá e escolha seu caminho
(sim, sei, tem olhos vendados;
todos temos, meu docinho
sonhe tateando os lados)
Então busque a perfeição
tua impossível meta
jamais a terás na mão
mas planeje, aponte a seta!
Então pegue seu pincel
e planeje sua cor
decida qual o seu céu
todo seu, prazer e dor
E como sonharás alto
e como a vida é bela
tu verás num sobressalto
qual incrível é tua tela
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Carta ao Porvir
Rabiscado por
Marina
às
14:25
Temática(s): Crescer e alguns outros versos
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