Eu cresci brincando de Barbie. Talvez fosse a pequena feminista dentro de mim fazendo birra, mas as panelinhas nunca foram tão atraentes quanto a loira adulta dona do seu nariz. Minhas Barbies atravessaram todas as fases da minha infância – começaram princesas, viraram super-heroínas, e lá pelo final eram atrizes e executivas que faziam fofoca e em vez de esperar o príncipe disputavam namorados (toda menina sabe que nunca há Kens o suficiente para que todas as envolvidas na brincadeira tenham um par. Daí ou ele era alguém com muitos papeis ou cabia à líder da patota tê-lo, enquanto as outras ficavam com qualquer boneco feioso que estivesse disponível. No final, o coitado virou um galinha disputado a tapas).
Eu brinquei de Barbie até ter quase 13 anos, na época em que outras meninas já estavam com namorados de verdade; e não me arrependo. Acho que elas, junto com as lembranças das minhas esfoladas de joelho, são a prova cabal de que não fui uma criança de apartamento. O que apesar de tudo não contribuiu muito com minha coordenação motora ou protocepção, mas foi tremendamente divertido. E talvez pudesse ser pior. Talvez, se meus joelhos tivessem ficado inteiros antes dos 13 anos, eu fosse ainda mais descoordenada, sei lá.
Não acho que a loira tenha me deixado com alguma espécie de complexo corporal. Antes de saber da proposta certinha da Suzy, com seu corpo mais realista e parecido com o que eu virei após a puberdade, eu nunca tinha parado para pensar se alguém teria mesmo aquela cintura ou aqueles peitos. A Barbie era minha boneca, mas nunca me preocupei por não ser loira. Embora, pensando bem, eu achasse linda e gostasse de ser a Tereza, que é a amiga morena.
Até hoje eu sempre passo na seção de brinquedos, só para ver as novas roupas, cabelos, acessórios. Dá até vontade de colecionar, mas não ia ter graça. Boneca tem que ser despida, tem que tomar banho de piscina, ter o cabelo cortado. Se não, não tem graça. Boneca tem que ser item de criança, e criança tem que ter áurea de destruição. Com limites, claro; mas ainda com áurea de destruição. Quebrar coisas e se quebrar faz parte.
Outro dia a vendedora me perguntou se eu queria ajuda. Eu corei:
-Ah não, obrigada... Só estava escolhendo um presente...
Mentira, óbvio. Mas como uma mulher de 20 anos vai explicar que está namorando bonecas?
Sobrou para este blog, claro.
Eu brinquei de Barbie até ter quase 13 anos, na época em que outras meninas já estavam com namorados de verdade; e não me arrependo. Acho que elas, junto com as lembranças das minhas esfoladas de joelho, são a prova cabal de que não fui uma criança de apartamento. O que apesar de tudo não contribuiu muito com minha coordenação motora ou protocepção, mas foi tremendamente divertido. E talvez pudesse ser pior. Talvez, se meus joelhos tivessem ficado inteiros antes dos 13 anos, eu fosse ainda mais descoordenada, sei lá.
Não acho que a loira tenha me deixado com alguma espécie de complexo corporal. Antes de saber da proposta certinha da Suzy, com seu corpo mais realista e parecido com o que eu virei após a puberdade, eu nunca tinha parado para pensar se alguém teria mesmo aquela cintura ou aqueles peitos. A Barbie era minha boneca, mas nunca me preocupei por não ser loira. Embora, pensando bem, eu achasse linda e gostasse de ser a Tereza, que é a amiga morena.
Até hoje eu sempre passo na seção de brinquedos, só para ver as novas roupas, cabelos, acessórios. Dá até vontade de colecionar, mas não ia ter graça. Boneca tem que ser despida, tem que tomar banho de piscina, ter o cabelo cortado. Se não, não tem graça. Boneca tem que ser item de criança, e criança tem que ter áurea de destruição. Com limites, claro; mas ainda com áurea de destruição. Quebrar coisas e se quebrar faz parte.
Outro dia a vendedora me perguntou se eu queria ajuda. Eu corei:
-Ah não, obrigada... Só estava escolhendo um presente...
Mentira, óbvio. Mas como uma mulher de 20 anos vai explicar que está namorando bonecas?
Sobrou para este blog, claro.
Um comentário:
eu tb fiko olhando as barbies nas lojas, normal rs
quando eu era criança, eu quase naum brincava com o Ken coitadinho!
beijão!
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