Viver é como tentar escrever um romance.
Contando comigo, eu conheço duas pessoas que já tentaram fazê-lo; por isso me explico: o mais difícil do romance é o meio, o tempo, o meio-tempo. Você sabe como começa e sabe como termina, mas não sabe muito bem o que fazer para encher lingüiça pelo meio. Só que é o tempo do meio que dá gosto à história, senão virá um atropelado de fatos sem paixão, porque você sequer teve tempo de apresentar as personagens.
Daí hoje pensei que a gente também precisa desse meio-tempo do lado de cá das páginas. Para digerir a história, para se apegar a ela, para ela fazer algum sentido. Para aproveitá-la direito, para entender melhor o final. Pode parecer uma parte meio chata, meio encheção de lingüiça; mas é o esperar as coisas que as torna melhores quando chegam.
Boa Esperança!
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