A amabilidade é uma daquelas características ditas femininas; e uma das quais tenho mais dificuldade de me livrar do peso.
(Características ditas femininas são como depilação:
1) algo que aprendemos desde cedo que é bonito e correto;
2) algo que muitas vezes vai contra nossa natureza e que só pode ser alcançado com dor e/ou despesa;
3) algo que seremos julgadas por não cumprir;
4) algo que podemos optar por seguir mesmo sabendo de tudo isso. Desde que sabendo que se pode desistir)
Pois enfim.
E queria dizer só coisas boas das pessoas. O mal eu sabia que existia; mas estava distante como links. Do mal eu falava, mas não dos maus. Não sou Deus para julgar os maus, mas me julguei Deus para amar.
Fracassei.
O que eu mais gosto é de ouvir histórias e de abraços. A casa era como um parquinho de jardim-de-infância, e desenhei solidão com giz de cera.
Ele construiu ao redor de si um fosso de silêncio e eu cai. Eu dizia que não, mas queria ser que nem aquelas modelos da revista, aquela indiferença tão cool.
...
Não é mau, não precisa ser para eu desgostar. Não farei mal, não preciso me justificar.
ENTÃO EU QUIS GRITAR.
Enfim descobri que não preciso gostar de todas as pessoas, e agora posso ser amável como uma metralhadora:
-Não gosto dele. - Disse, em voz alta.
E então ele tornou-se uma cadeira qualquer e não estou mais com medo que a música pare e eu saia da festa porque fiquei em pé.
Eu gosto é de dançar.
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
O dia em que descobri que não precisava gostar de todas as pessoas
Rabiscado por
Marina
às
23:16
Temática(s): Eu sinto muito
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário