Escolher um curso universitário traz a fantasia de ter escolhido o conjugue num encontro às escuras.
A universidade faz do conjugue a pessoa mais chata do mundo.
A universidade sistematiza o conhecimento e o apresenta a mim como um catálogo.
Aprender apenas a reproduzir é como aprender apenas a reproduzir é como aprender apenas a reproduzir é.
A universidade destrói o tesão pelo conhecimento porque dá aos estudantes apenas os pedaços dos cadáveres dissecados e lhes exige um Frankstein.
Eu não quero mais costurar entediada pedaços de cadáveres de ideias e fingir que aquele morto-vivo tem algo do meu sangue. Nunca quis.
O conhecimento, senhoras e senhores, não é um cadáver. Ele está muitíssimo vivo. Seu sangue pulsa, e ele é sexy.
Você não vai estudar o amor da sua vida obcecado em responder perguntas que já tem resposta trancado numa sala por 2h sem consulta.
É o amor da sua vida.
Não importa quem já o descobriu antes. Não somos esse tipo de puritano. O conhecimento já existia antes e somos gratos. O conhecimento irá dormir com a cidade inteira e é isso que quero. Mas queremos também desnudá-lo com toda atenção e cuidado.
Todos os conhecimentos passeiam distraídos indo a bancos e a festas e deitados na grama num dia de sol.
Nos encontramos pela primeira vez.
Quero olhar o conhecimento nos olhos e quase enrubescer ao me dar conta que estou diante da questão mais fascinante de todo o universo - viva, pulsante e misteriosa; e não um membro pálido e disforme de algo que já foi.
Eu a desejo!
Quero aquela paixão quase obsessiva.
O conhecimento é desconhecido e belo e quero pensar nele 24h por dia.
Quero descobrir como abordá-lo. Como começar a conversa. Como descobri-lo.Como chamá-lo prum café.
Quero fazer mil perguntas e fotos dele com o ex não vão me responder.
Quero fazer mais mil perguntas até vê-lo como ninguém nunca viu.
Aquela pinta.
Quero decifrá-lo antes de despi-lo, entendê-lo e absorvê-lo em cada célula de mim.
Quero ter um filho do conhecimento; quero conhecê-lo tão a fundo que minha alma gerou dele algo nosso, algo novo. Algo que a universidade não esquartejará. Algo que encontrará inteiro seu lugar no mundo e eu procurarei outro conhecimento para me apaixonar.
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Flerte universitário
Rabiscado por
Marina
às
18:00
Temática(s): Sobre a Ciência e a Academia
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