segunda-feira, 6 de março de 2017

Ainda sobre o carnaval

Eu adoro o carnaval.
Ah, as fantasias! Eu queria ter tido tempo de bolar melhor uma fantasia, mas eu fiz uma viagem interestadual por impulso. Arrumei a carona e a mochila em minutos, enquanto me arrumava para uma prova de uma sexta qualquer. 10h no banco de trás de um carro ao lado de dois argentinos viajantes, um dos quais levava um monociclo; minhas pernas doíam de empolgação apenas. Teve purpurina. Teve pinga em garrafa d'água, tenho machucado de origem desconhecida. Derrubei pinga de birra no estofado da loja de departamento que negou banheiro, comprei pinga mais barata porque acabou a primeira pinga, acordei vomitando por culpa do hot dog, claro. O cheiro da bolsa na qual derrubei pinga me enjoa, mas decidi: nunca mais como hot dog! 
Que lindo ver o povo na rua! Minha amiga teve o segundo celular furtado em uma semana. Tomamos puxão no braço do segurança do metrô, e bomba no bairro universitário na única época que não tem só universitário. Fora Temer!
Vi uma peça da Fernanda Torres, e no final da peça ela perguntou o que a gente estava fazendo no teatro e não no carnaval.
Todo mundo falou que os melhores dias foram os que eu não fui, e eu quase me desculpava por estar de volta a Barão Geraldo, embora ninguém parecesse estar me julgando. Na verdade, muita gente pareceu feliz. Eu estava.
E no fim o melhor do carnaval foram mesmo os abraços. Neste ano, meus amores carnavalescos foram os que aquecem o coração também longe do carnaval, amizades-família e romance feito maratona de seriado: uma temporada em dois dias. Voltei para Floripa cheia de gratidão ao Universo, me dando conta que finalmente aprendi a diferença entre amor e geografia. 

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