terça-feira, 5 de abril de 2016

Fotopost e alguns causos: Amsterdã e Praga

A história do porquê é meio comprida (mas sempre aceito convites para tomar uma breja e contar - aliás, se você for rápid@, ainda ganha uma barra de chocolate trazida da Zoropa), mas semana retrasada estive com minha irmã em Amsterdã e Praga. A viagem foi linda, e esse post é uma coletânea de causos curtinhos e principalmente um exercicio de fotografia - comprei uma câmera metida a besta (Nikon 3200; quem sabe um dia me animo a falar mais sobre ela) e estou começando a aprender a usá-la.

 Chegando


1. Amsterdã

Amsterdã é claramente a Disney para adultos. Fiquei meio chocada ao já encontrar caras caindo de bêbados no trem indo do aeroporto para a estação central, e com a quantidade de gente andando, como se a cidade toda fosse uma balada. Era sábado à noite e tinha gente gritando e empurra-empurra e cara mijando na rua. Tinha também as prostitutas que mais pareciam modelos (provavelmente as mulheres mais bonitas que já vi ao vivo) nas janelas do Red Light District e toda sorte de pornografia e vibradores sendo vendida nas lojas ao redor - "que grandessíssima bosta", comentou minha irmã, "se o cara quer ter prazer paga uma prostituta, se uma mina quer, compra um vibrador. Os caras realmente não sabem o que tão fazendo". Tem os coffeshops vendendo becks bolados maiores que canetas, diversos tipos de maconha em grama e bolinhos de maconha e haxixe que provam que maconha pode dar muito bom, mas pode dar ruim também - relatos variando de queda de pressão a paranóia de "meus amigos querem me roubar", passando por enjoo e sensação que o mundo todo está em câmera lenta e tudo é deja-vu; alternados com "melhor chapação da vida, tocar em tudo era tão bom e minhas ideias eram maravilhosas". As lojinhas vendem também semente de maconha e vários produtos que com folhas de cannabis na embalagem que eu até agora não entendi se tem algo de psicoativo ou não.
Fiquei no último andar dum hostel de cinco andarem sem elevador onde me trocaram de quarto sem aviso prévio e outro dia deram a minha cama para outro hóspede por engano e a privada sempre entupia. Estávamos perto de uma igreja cujos sinos badalavam de meia em meia hora a partir das 8h todo dia. Hostel a parte, a viagem foi ótima.
Apesar de caríssima e lotada, Amsterdã é simplesmente ofensivamente bonita (do tipo que fazia a gente parar do nada e dizer "caaaara, qual a necessidade de ser tão lindo?"), com suas casinhas que mais parecem cenário de filme e canais que no verão devem feder (mas ninguém deve se importar, porque se nublado já era lindo, imagina com sol... Se bem que parece que lá é daqueles lugares onde sempre chove) e tantas bicicletas que dá medo de ser atropelada e pães deliciosos e waffles. Estava tão frio que tive que comprar um gorrinho e a conclusão é que só não perdi a cabeça na cidade; porque minha carteira foi perdida e encontrada entre bolsos várias vezes e o gorrinho caiu em algum momento do último dia e ficou para trás.
Os principais pontos turísticos são a casa da Anne Frank (não consegui entrar pela fila, tenho que voltar na cidade em algum momento da vida, foi um livro que marcou muito minha adolescência); o museu do Van Gogh (maravilhoso, mostra como ele era um cara metódico e não o "artista louco" que se tem como clichê. Saí de lá querendo dar um abraço nele. Fiquei sabendo também que a cunhada dele, Jo van Gogh-Bonger, foi uma mulher maravilhosa que, com menos de 30 anos e filho bebê, após a morte do Van Gogh e do marido dela, foi responsável por cuidar da obra e divulgá-la, e fez um trabalho incrível); e o Rijksmuseum (um daqueles museus enormes europeus, confesso que o que mais gostei foi uma exposição itinerante sobre história da moda, com vestidos do século XVI em diante). Também tem o Vondelpark (um parque que imagino que deva ficar lindo florido, mas ainda é bem legal no frio pra quem gosta de andar e ver cachorros sendo felizes) e o moinho mais antigo de Amsterdã. Fomos também para a Heinneken Experience, que leva muito a sério isso de ser parque de diversão para adultos e tem vários joguinhos além de contar a história da marca. Ah sim, Heinneken holandesa é MUITO BOA. Quando eu estava morando no Paraguai houve um belo dia que meus amigos compraram uma Heinneken e eu fiquie chocada ao provar, porque não esperava um gosto tão bom. Fui ler o rótulo: holandesa. Outro dia estava em uma festa e comprei uma Heinneken. Não tão gostosa. Rótulo: Argentina. Quem me lê escrevendo essas coisas até acredita que eu não vivo de Brahma litrão nesse meu mundinho universitário...
Causos contados, vamos às fotos. No fim, acho que o que mais gostei da cidade foi andar sem rumo, no turismo meio aleatório que eu e minha irmã adoramos - pernas podem nos levar a qualquer lugar; nossa, isso é bonito, vamos parar e ver...


(Isso é um shopping)


 -Olar



 Vondelpark



(a torre que nos acordava todo dia)



O moinho







 Estação central




2. Praga

Andei tanto em Praga que creio que poderia virar guia da cidade: houve a chegada  só com a irmã, quando começamos nossa exploração de seguir o que parecia bonito; depois encontrei em dias alternados dois amigos, então repetimos alguns passeios. A cidade é pequena e extremamente charmosa, embora menos bonita que Amserdã. Como vantagem em relação à holandesa destaco o clima mais quente e menos balada, e os preços brasileiros - lá o dinheiro é a coroa checheca, e meu amigo que ganha em euro se sentiu em Eurotrip. Eu mesma pirei totalmente ao ver um ovo Lindt de 355g sendo vendido pelo equivalente a R$28. Tive que refazer as contas várias vezes para acreditar e me dei de presente. Era Semana Santa e a cidade estava cheia de feirinhas e decoração de Páscoa - achei uma graça e aproveitei o vinho quente.
Ficamos num hostel infinitamente melhor, e dignidade é qualidade de vida. Calhamos de dividir quarto com brasileiros, e presenciamos uma conversa maravilhosa:
- Desculpa a gente ter demorado no mercado, mas foi uma aventura comprar o creme de leite pro macarrão. Tivemos que ficar tentando adivinhar o que era, sabe? Vendo instruções e tal... Sabia que aqui eles poe creme de leite no café? Agora a gente tem uns 80% de certeza que compramos creme de leite, mas pode ser que seja chantilly também...
Um arrependimento: não ter perguntado depois o que eles tinham comprado, afinal. Mas de fato era desesperador tentar entender algo daquela língua maluca que coloca acento circunflexo invertido em cima do r...
Um dos amigos que encontrei em Praga é baladeiro, então fomos juntos à Karlovy Lazne, a maior balada do leste europeu, num casarão antigo de cinco andares. Parecia uma festa de quinze anos pelos frequentadores e voltei cheirando a cigarro, mas foi divertido. No dia seguinte fomos a uma absenteria, que também é rolê típico. Ele quase passou mal virando shot de absinto. Eu não me aventurei a absinto puro (minha última experiência com absinto tinha sido em uma festa no Paraguai e foi bem diveritida, mas eu não parava de repetir "cara, isso é muito legal e muito forte, to muito bêbada" e não quis reviver a sensação), mas curti um drink com uva e menta.
Os principais pontos turisticos de Praga são um relógio que marca várias coisas, inclusive signos do zodiaco; uma ponte com portão fortificado e várias esculturas barrocas que liga os dois lados da cidade; e a Catedral de São Vito, uma construção gotica desesperadoramente linda que entre tantas coisas tem um vitral do Mucha - bem legal ver vitral art noveau. Além disso tem várias outras construções imponentes famosas e igrejas góticas lindas menores que pra eles são banais e eu e minha irmã encontramos porque vimos de longe e ficamos curiosas, daí achamos impressionantes - vimos o por do sol da frente da Igreja de São Pedro e Paulo, que nem constava nos guias que consultamos; e o interior da igreja de Santa Ludmila, que achamos por acaso, é bem incrível. Fomos também ao Museu do Kafka (perturbador; se um dia você forem fazer um museu sobre mim por favor façam um lugar colorido e bem iluminado, grata) e ao Museu do Mucha (virei fã). No último dia bateu um sol super gostoso e nos despedimos da Europa em uma espécie de ilha no meio do rio, vendo o cenário lindo e um bicho que parecia uma capivara curtindo a vida.

 O relógio

Praça do relógio. Kafka morou na casa da direita



 Havia muitos fantoches em Praga. E cristais, mas dos cristais não tem foto.



 Primavera chegando





 Catedral de São Vito





 Catedral de São Pedro e Paulo



Selfie ao por do sol
 Catedral de Santa Ludmila












Nenhum comentário: