sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Sobre trabalho e brigadeiro de nutella

Toda quarta e quinta feira tem uma feirinha na Unicamp vendendo comida, roupas, comida, sapatos, comida, bijuterias, comida, utilidades domésticas, e mais comida. Estudante tem fome e come todo dia; eu mesma acho que a senhora que vende bolo trufado devia me convidar pro Natal e me dar calças novas de presente, porque eu sem dúvida ajudo a sustentá-la e a prova irrefutável disso está nos meus quadris.
Em uma das barracas, uma moça vende brigadeiros de nutella. Eu nem sabia disso. Eu sabia que existiam brigadeiros de nutella, claro; mas não sabia que tal iguaria estava tão perto de mim.
- Ela sempre traz pouco, acaba super rápido. - Me  disse o amigo que me contou essa história. E, para o texto ficar mais bonitinho e organizado, daqui pra baixo escrevo a narrativa dele:

"Eu sempre fiquei encanado com isso dela trazer poucos brigadeiros. Será que ela não tem visão de mercado? Daí um dia eu resolvi conversar. 
- Moça, por que você não traz mais brigadeiros? Você sabe que venderia bem mais, né?
Sabe o que ela me respondeu?
- Eu não gosto de vender aqui.
Mais simples do que eu imaginava. 
Eu achava que faltava empreendedorismo, que ela não tinha noção do lucro que está perdendo. Mas não: ela vende o suficiente e vai pra casa, fim."

Nossa nova meta de vida é ser como a moça do brigadeiro de nutella.

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