Outro eclipse com superlua só em 2033, me disseram. E eu nem fui pesquisar se é verdade. Só deitei no chão do observatório da Unicamp, no meio daquela multidão de gente tão parecida comigo; e pensei "é, em 2033 eu vou lembrar disso com todo o carinho do mundo". Da galera tocando Legião Urbana no violão, da fumaça legal ou legalize. "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã". E não tem como não amar esse clima universitário, essa galera com bebida barata, encontrar por acaso tanta gente com quem já dividi tanta história.
Achei que as nuvens fossem encobrir o eclipse, mas elas foram embora na hora certa de ver a lua sumindo, feito gomo de tangerina. A lua lá, tão grande; e eu tão pequena, meus problemas tão pequenos. A lua sumindo, ficando vermelha pra depois voltar. Isso também passará.
Obrigada, lua. Obrigada, gente.
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Sobre o eclipse da lua
Rabiscado por
Marina
às
00:05
Temática(s): Sobre a Ciência e a Academia
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