Ler livros que muito me agradam, acho até que já postei sobre isso uma vez, pode provocar duas reações antagônicas na minha escrita: ou me dar vontade de escrever loucamente, para um dia, quem sabe, fazer algo que se aproxime daquilo de que tanto gosto; ou simplesmente me travar por um tempo, porque tudo que escrevo parece irremediavelmente fútil e bobo, irrelevante. Especialmente aqui no blog, que é um diário de menina metido a cronista universitário.
Tem duas semanas já que terminei de ler "Travessuras da menina má", do Mario Vargas Llosa; e desde lá estou querendo escrever um post a respeito do livro, porque fazia tempo que não lia uma história que me marcava tanto. Ao fim das últimas páginas, estava me sentindo sozinha no mundo. A narrativa é sobre a vida de um homem e uma mulher, peruanos, que ao longo da vida por uma série de coincidências se encontram em diversas partes (caracterizando épocas) do globo. Ele é apaixonado por ela desde a adolescência, tímido; sonha apenas em morar em Paris. Ela é sempre um mistério - sequer se sabe seu verdadeiro nome - aparenta frieza e deseja ser muito rica. E o leitor acompanha a vida desses dois por décadas, num mundo mudando. E mexeu comigo demais o estrangeirismo dele, que não se sente pertencendo a lugar nenhum do mundo; e o modo dela de fugir de tudo e machucar e se machucar tanto. Me senti envelhecendo, rumo ao sempre triste fim das páginas, minhas páginas. O encontro da contracapa me apertou o peito, aquele reler do paragrafo final para pensar que as coisas acabam assim.
Que livro.
Passei um período de luto literário para digerir um pouco mais. Agora preciso de outro, talvez mais feliz.
PS: O livro mudou minha opnião sobre o termo "fazer amor". Nele, ele é empregado de uma maneira muito bonita e nem perto dum falso eufemismo.
Tem duas semanas já que terminei de ler "Travessuras da menina má", do Mario Vargas Llosa; e desde lá estou querendo escrever um post a respeito do livro, porque fazia tempo que não lia uma história que me marcava tanto. Ao fim das últimas páginas, estava me sentindo sozinha no mundo. A narrativa é sobre a vida de um homem e uma mulher, peruanos, que ao longo da vida por uma série de coincidências se encontram em diversas partes (caracterizando épocas) do globo. Ele é apaixonado por ela desde a adolescência, tímido; sonha apenas em morar em Paris. Ela é sempre um mistério - sequer se sabe seu verdadeiro nome - aparenta frieza e deseja ser muito rica. E o leitor acompanha a vida desses dois por décadas, num mundo mudando. E mexeu comigo demais o estrangeirismo dele, que não se sente pertencendo a lugar nenhum do mundo; e o modo dela de fugir de tudo e machucar e se machucar tanto. Me senti envelhecendo, rumo ao sempre triste fim das páginas, minhas páginas. O encontro da contracapa me apertou o peito, aquele reler do paragrafo final para pensar que as coisas acabam assim.
Que livro.
Passei um período de luto literário para digerir um pouco mais. Agora preciso de outro, talvez mais feliz.
PS: O livro mudou minha opnião sobre o termo "fazer amor". Nele, ele é empregado de uma maneira muito bonita e nem perto dum falso eufemismo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário