Na sexta fui tietar o Rubem Alves, que estava em Belém pela Feira pan-amazônica do livro. Devo dizer que nem o li tanto, minha mãe é que é fã; mas do que li gostei, daí lá estava eu. Cara incrível, com fala de conversa diante do auditório cheio; praticamente entrevistando a si mesmo ao emendar cada resposta em uma história e citando versos, trechos e seus respectivos autores o tempo inteiro. Ouvi-lo é como lê-lo, e é por isso que compartilho com vocês algumas das coisas que ele disse:
- Muitas vezes me perguntam como se pode fazer para adquirir o hábito da leitura. Eu digo que não pode. Hábito é tomar banho, cortar as unhas, escovar os dentes. São obrigações. Leitura se faz por amor.
- Descrevem a fruta do jardim do Éden como uma maçã. Isto está errado. A maçã não se despe sozinha; é preciso despi-la à faca. E quando a mordemos, ela faz tipo um gemido. Comer uma maçã é quase um estupro. A fruta do Éden deve ser um caqui, que basta a gente olhar que se desfaz.
- Plantar um milhão de árvores? Isso é utopia! Mas é como dizia o Quintana, das utopias... Sö porque as coisas são impossíveis não é motivo para não querê-las, pois o que seria da noite sem o brilho mágico das estrelas?... Alguém precisa acreditar e começar.
- Há coisas absolutamente idiotas na escola, como análise sintática. Aprende-se português lendo, não estudando regras.
- Uma vez, ao fim de uma palestra, uma mulher me perguntou se eu acreditava em Deus. E eu respondi: “Em qual deus?”.
E por aí foi...
- Muitas vezes me perguntam como se pode fazer para adquirir o hábito da leitura. Eu digo que não pode. Hábito é tomar banho, cortar as unhas, escovar os dentes. São obrigações. Leitura se faz por amor.
- Descrevem a fruta do jardim do Éden como uma maçã. Isto está errado. A maçã não se despe sozinha; é preciso despi-la à faca. E quando a mordemos, ela faz tipo um gemido. Comer uma maçã é quase um estupro. A fruta do Éden deve ser um caqui, que basta a gente olhar que se desfaz.
- Plantar um milhão de árvores? Isso é utopia! Mas é como dizia o Quintana, das utopias... Sö porque as coisas são impossíveis não é motivo para não querê-las, pois o que seria da noite sem o brilho mágico das estrelas?... Alguém precisa acreditar e começar.
- Há coisas absolutamente idiotas na escola, como análise sintática. Aprende-se português lendo, não estudando regras.
- Uma vez, ao fim de uma palestra, uma mulher me perguntou se eu acreditava em Deus. E eu respondi: “Em qual deus?”.
E por aí foi...
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