quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Uma historinha de criança

Arrumando meus infinitos papeis, nesta semana, encontrei uma redação da minha quinta ou sexta série. Achei-a engraçadinha e resolvi dividi-la com vocês. Espero que a Sarah, uma amiga com quem não falo há alguns anos, não se importe – conforme havia escrito no papel, o texto foi feito por nós duas. Aí está ele, com seus errinhos (embora a versão que eu tenha encontrado tenha sido a passada a limpo e talvez já bastante corrigida) e tudo:



Férias axpirexanas: uma aventura à parte

Numa galáxia distante, existe um pequeno planetinha roxo, chamado Axpirex. Os habitantes daquele planeta, os axpirexanos, são muito parecidos com os humanos, exceto pelo fato de terem cabelo rosa, dois narizes (um para cada um de seus olhos vermelhos) e uma boca desproporcional para o resto do rosto. Seu corpo era finíssimo, mas extremamente parecido com o humano.
Os axpirexanos estavam de férias, e resolveram passa-las num planeta azul chamado Terra. É aí que eu entro nessa história. Lá estava eu, fazendo brigadeiro, enquanto o preguiçoso do meu irmão só me olhava, e fazia a trabalhosa e cansativa tarefa de pegar o prato. Imaginem como eu me senti quando aquele bando de homenzinhos esquisitos invadiram a minha cozinha! Larguei a panela no fogo e saí correndo, enquanto o panaca, sem-vergonha e despré do meu irmão resolveu “tentar contato”.
Eu tive a brilhante idéia de me trancar no banheiro, o lugar mais espaçoso da casa. de repente, eles começaram a pular pela janelinha! Eram dezenas, centenas, milhares! Uns cinco ou seis. Fiquei apavorada! A luz do banheiro começou a piscar. E a pior parte: meu brigadeiro estava queimando!
De repente, me veio uma coisa a cabeça: meus pais iam me deixar de castigo por deixar matarem meu irmão caçula. Não ia ser a maior perda da humanidade, mas quem entende os adultos? Então, juntei toda a coragem que não usei nos meus doze anos de vida e fui salvar o maninho. Saí correndo do banheiro, e, quando cheguei à cozinha vi, pasma, todos eles, inclusive meu irmão, comendo o meu brigadeiro. Ora, ninguém que gostasse de brigadeiro podia ser tão mal, então resolvi falar com eles.
Ao chegar lá, juntei todo o meu besteirol ciêntifico e soltei um “não se preucupe, eu vim em missão de paz.” Eles deram uma tremenda gargalhada na minha cara, me deixando encabulada. Foi aí que o imprestável do meu irmão me explicou toda a história. Como uma boa terráquea, os deixei hospedados no quintal de casa. foi ótimo ter quem realmente me ajudasse a fazer brigadeiro. Depois, eles foram embora. Sabe de uma coisa? Acho que eles deveriam ter levado meu irmão!

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