quinta-feira, 6 de setembro de 2007

As felicidades

Depois do pequeno chilique do último post e de uma semana deveras exaustiva que não me deixou um segundo sequer livre para escrever, estou de volta para falar do que todo mundo mais deseja.

- Você é feliz?
Perguntinha complexa essa, não? Fui por ela vitimada nesta semana, e este post nasceu de todas as coisas que eu poderia ter respondido.
Não considero a felicidade um estado de espírito, e sim um estilo de vida. Ao menos essa felicidade que tanto se persegue – a que deveria ser escrita com efe maiúsculo por ser quase um ser próprio. As outras são meramente felicidadezinhas.
Na minha semântica, as felicidades são muitas. É como se uma fosse o “bom”, e as outras fossem o “bem”. Não é à toa que se utilizam dois verbos distintos para elas: ser feliz não é o mesmo que estar feliz. Estar feliz é ganhar um presente do mundo; ser feliz é ver o mundo como um presente.
Não se trata de ignorar problemas. Quem é feliz também fica triste às vezes, é importante saber cuidar das próprias feridas. E feridas sentimentais são exatamente como feridas do corpo: as mais leves saram sozinhas, com o tempo e um beijinho; as outras precisam de cuidados especiais ou apenas irão piorar e continuar a doer. Talvez se deva chamar o médico. Talvez se precise mexer um pouco nelas, para tirar um espinho. Com muito cuidado, para não machucar ainda mais. Há tantas pessoas que insistem em se machucar ainda mais! Ser feliz não é não sofrer. É dar ao sofrer o valor exato que ele tem, sem agarrar-se a ele. Extrair seu aprendizado e seguir adiante. Sorrindo e mais leve. Às vezes é preciso aprender a ser feliz.

PS: À pergunta que me trouxe o tema à cabeça, respondi um mero sim. Que aqui reitero. Ser feliz foi uma das principais decisões que tomei para minha vida. Não é difícil e eu recomendo. Não há quem sempre diga que na segunda começará a fazer exercícios e dieta? Eu sugiro que se comece a sorrir mais e a ser mais feliz.

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