Aviso: texto livre de spoilers
(qual a graça que as pessoas vêem em fazer e ler spoilers? Eu realmente estava com medo de lê-los acidentalmente antes de terminar de ler o livro. Dá para acreditar que o final dele saiu na manchete d’O Liberal? Eles acham que é como novela, que todo mundo quer saber o que acontece antes de ver? Eu iria ficar muito irritada se tivesse lido!)
Observação: Não, este não é um blog sobre Harry Potter.
Terminei de ler o livro nesta madrugada, após ser dominada pelo conhecido efeito já-estou-no-clímax-agora-tenho-que-saber-o-que-acontece. “E então, que tal o livro”? Eu gostei.
Ele é, como se poderia esperar, o mais movimentado dos livros da série. A quebra da estrutura tradicional casa dos Dursley – outro lugar – acontecimentos estranhos em Hogwarts – clímax deixa tudo mais tenso, aumentando também a vontade de se continuar lendo – quase toda hora acontece alguma coisa, e aqueles leitores que desenvolvem certa afeição pelos personagens vão sentindo as perdas espalhadas ao longo da história.
As respostas e explicações também são todas dadas, e é espantoso ver como a J. K. saiu plantando pistas em todos os livros, em seu estilo habitual. Por outro lado, embora satisfaçam curiosidades há muito despertas, elas acabam sendo um defeito muitas vezes – hora parecendo extremamente forçadas em seu contexto, como que caídas do céu em coincidências absurdas e deduções que são mais adivinhações; hora simplesmente quebrando o ritmo da narrativa e nos fazendo até duvidar da sanidade mental de alguns personagens, que ficam ouvindo histórias enquanto a ação acontece. Ainda assim, a série não poderia acabar sem elas.
Como todas as possibilidades de curso da história já haviam sido exploradas pela imaginação dos fãs, o livro não traz muitas surpresas – é mais como uma loteria, para se descobrir qual hipótese estava certa, no fim. Mas ela não é dada de bandeja, havendo chances para suposições erradas antes dos capítulos finais.
Achei um bom desfecho para a série, embora tenha ficado um pouquinho a sensação de que, afinal, cresci mais do que Harry e sua aura moralista infanto-juvenil. Há no livro personagens mais interessantes que nosso mocinho.
Minha mão agora coça para comentar o fim, então acho que é a hora de parar. Para fechar, confesso só que me senti meio órfã no fim, e que sentirei saudade da magia que acompanhou minha adolescência.
(qual a graça que as pessoas vêem em fazer e ler spoilers? Eu realmente estava com medo de lê-los acidentalmente antes de terminar de ler o livro. Dá para acreditar que o final dele saiu na manchete d’O Liberal? Eles acham que é como novela, que todo mundo quer saber o que acontece antes de ver? Eu iria ficar muito irritada se tivesse lido!)
Observação: Não, este não é um blog sobre Harry Potter.
Terminei de ler o livro nesta madrugada, após ser dominada pelo conhecido efeito já-estou-no-clímax-agora-tenho-que-saber-o-que-acontece. “E então, que tal o livro”? Eu gostei.
Ele é, como se poderia esperar, o mais movimentado dos livros da série. A quebra da estrutura tradicional casa dos Dursley – outro lugar – acontecimentos estranhos em Hogwarts – clímax deixa tudo mais tenso, aumentando também a vontade de se continuar lendo – quase toda hora acontece alguma coisa, e aqueles leitores que desenvolvem certa afeição pelos personagens vão sentindo as perdas espalhadas ao longo da história.
As respostas e explicações também são todas dadas, e é espantoso ver como a J. K. saiu plantando pistas em todos os livros, em seu estilo habitual. Por outro lado, embora satisfaçam curiosidades há muito despertas, elas acabam sendo um defeito muitas vezes – hora parecendo extremamente forçadas em seu contexto, como que caídas do céu em coincidências absurdas e deduções que são mais adivinhações; hora simplesmente quebrando o ritmo da narrativa e nos fazendo até duvidar da sanidade mental de alguns personagens, que ficam ouvindo histórias enquanto a ação acontece. Ainda assim, a série não poderia acabar sem elas.
Como todas as possibilidades de curso da história já haviam sido exploradas pela imaginação dos fãs, o livro não traz muitas surpresas – é mais como uma loteria, para se descobrir qual hipótese estava certa, no fim. Mas ela não é dada de bandeja, havendo chances para suposições erradas antes dos capítulos finais.
Achei um bom desfecho para a série, embora tenha ficado um pouquinho a sensação de que, afinal, cresci mais do que Harry e sua aura moralista infanto-juvenil. Há no livro personagens mais interessantes que nosso mocinho.
Minha mão agora coça para comentar o fim, então acho que é a hora de parar. Para fechar, confesso só que me senti meio órfã no fim, e que sentirei saudade da magia que acompanhou minha adolescência.
Um comentário:
ahhhhhhhhhhhhh
verdade
sei lá
parece q harry potter acompanhou nossas vidas
nossas descobertas
tudo se encaixava perfeitamente com o lançamento dos livros!
e agora??
q vamos fazeeer?
;___;
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