segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Comentando um livro: “A Sobrevivência dos Mais Doentes”

Há umas três semanas atrás, quando comprei este livro, decidi que valeria a pena fazer um post sobre ele. Hoje terminei de lê-lo, e cá está o post.

Meu primeiro contato com este livro não poderia ser mais despretensioso: um simples passeio em uma livraria. Não sei porque me dei ao trabalho de pegá-lo para folhear, não com essa capa feia e título idiota: “A sobrevivências dos mais doentes”. Juro que pensei que se tratava de um volume de auto-ajuda. O subtítulo também não ajuda muito: “Um estudo radical das doenças como um fator de sobrevivência”. Nossa, o pessoal que faz as capas da Elsevier deveria estudar um pouco mais de marketing. Fundo branco, letra vermelha, nome do autor com título (“Dr”) na frente, cadeia de DNA. Feio e apelativo. Auto-ajuda, sem dúvida.
Na verdade, acho que foi o selo da Elsevier que me fez pegá-lo. É, eu sei que a Elsevier não publica auto-ajuda. E também as palavras em cima, comparando o livro com "Freakonomics". Eu não li "Freakonomics", mas também sei que não é auto-ajuda. E então li a contracapa. Era pouco atrativa e parecia escrita para crianças, mas definitivamente não era auto-ajuda. Menos mal. E então decidi folhear.
Surpresa: escrita atraente, idéias interessantes. Perspectiva evolutiva sobre doenças. Nossa, eu gosto disso. Bioquímica, genética, doenças, evolução, minha língua.
E então eu comprei o livro, e devo dizer que foi uma boa aquisição. Foi muito bom tê-lo na bolsa comigo, é realmente fascinante. Padece do mal típico dos livros feitos para leigos – explicações tediosas e simplistas a quem já entende algo do assunto, além de uma desagradável superlativação de teorias – algumas bem desacreditadas - , praticamente dadas como fatos. Ah, um tom criacionista na conclusão é desanimador também.
Mas agora que alertei-os quanto aos defeitos, recomendo-o pelas qualidades. Daria este livro a um estudante de Ensino Médio, caso o quisesse roubar para a minha área. Não tem como não achar a biologia absolutamente fascinante e ficar com a cabeça cheia de idéias enquanto se o lê.

Um comentário:

Adryana Araújo disse...

Gostei da resenha.
Tb gosto de sua forma de expressão.
Sempre estou por aqui, dando uma olhadinha.
Superbeijo!

P.S.: Tenho um convite pra vc no meu blog. Se puder passar lá...