Ela chegou de madrugada, na hora em que a festa acaba, e o carro ao nosso lado no mirante ainda fritava num tuti-tuti nervoso. Vimos o sol nascer no mar, e nada nunca mais será tão bonito. A festa acaba, a droga passa, o amor muda de nome, eu mudo de cidade pela décima vez e em algum canto da memória moram os muitos muito únicos abraços. O sol nasce todos os dias; moro nessa cidade, posso usar o nascer do sol para impressionar os amigos ou até pra flertar. Tenho mais amigos do que consigo contar nos dedos, posso me apaixonar mil vezes, mas não importa o que eu faça - nunca mais será a primeira vez que vejo o sol nascer naquele mar.
segunda-feira, 17 de abril de 2017
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