quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Pós-graduação

Quatro mestrandos conversando:
- Meu pai fica todo orgulhoso achando que o que eu faço é muito importante.
Risos.
- Minha vó não anima muito, não. Eu falei pra ela que ia defender o mestrado e ela me olhou com uma cara de dó... ela viu o TG, né? "Tudo aquilo de novo, minha filha? Vai ser sempre assim?" E eu disse que não, que faltava só essa e depois o doutorado e acabou...
- A Babi - Babi é nossa amiga de turma que trabalha em empresa e tá de casamento marcado - vai ter filho e a gente vai ter um doutorado.
- Nossa, nem me fala.
- Se duvidar ela vai ter dois filhos quando a gente tiver um doutorado.
- Nossa, dois!
- Não acredito que vocês tem esse tipo de preocupação!
- Mas é claro que a gente tem!
- Eu nem sei se eu quero ter filhos, mas eu não quero decidir que quero e deixar de ter porque não deu tempo.
- Se não der tempo, faz o que? Adota?
- É, tipo eu adotei minha cadelinha. A gente vai pra um estacionamento de supermercado e vai ter um monte de bebês num cercadinho, pra gente escolher...
Mais risos.
- Pior que adotar é difícil.
- A gente percebe que está ficando velho quando os amigos começam a ter filhos de propósito.
- Bom, pelo menos amanhã é a minha defesa. A segunda das minhas três bancas. Depois acaba.
- Acaba nada. Aí você vai pro outro lado da  banca.
- Mas muda, né? Aí não é mais defesa, é ataque.

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