Ter um semestre como esse, que acabou sob muitos aspectos errado, sempre pede uma reflexão sobre o que causou os danos e como tudo poderia ter sido diferente - não por auto-flagelo,mas simplesmente para evitar cair no mesmo erro.
Bem, pensando e pensando aprendi coisas muito importantes.
Em primeiro lugar, aprendi que bombas são apenas bombas; e que a finalidade disto tudo é me fazer aprender direito as coisas para ser uma boa engenheira. Simples assim. Nenhum professor (ou melhor, quase nenhum...) que me ferrar, ninguém quer ferir meus sentimentos. Quase ninguém se importa por puro desconhecimento; este não é o foco. Profissionalismo é uma importante lição. Bem como humildade e persistência. Críticas podem ser construtivas e mesmo as destrutivas, quando acadêmicas, não devem ser levadas para o lado pessoal.
Não levar para o lado pessoal não quer dizer que eu não possa ter sentimentos. Aliás, aprendi também que tenho sentimentos, e que nada neste mundo vai me fazer pedir desculpa por tê-los. A universidade está sendo a primeira a tentar me transformar em máquina, mas o mercado de trabalho (finalmente!) bate à porta e logo logo vão ser empregadores que vão querer me deixar assim, sobrecarregada e estressada e me sentindo incapaz. Então é agora, em que ainda tenho controle sobre as coisas, que tenho que aprender meus limites e a ver que eu preciso dormir, me exercitar, sair, papear, namorar e ficar com a minha família. (Mesmo porque agora se eu fico reprovada em uma matéria é problema meu e depois eu posso fazer de novo; depois que a faculdade acabar meus erros podem ser bem mais nocivos a outras pessoas que não eu e nem sempre com correçaão possível). Eu sou gente e as minhas prioridades são gente. Satisfação pessoal para mim precisa de companhia. Então, lição número dois: estresse não traz felicidade e pessoas que tem tempo para se divertir são mais produtivas.
Aprendi que a auto-estima é minha e quem cuida dela sou eu, então eu preciso de tempo para mim, para escrever e fazer as unhas. Sinto muita falta de reforço positivo, de um "é isso aí, garota!", de ver que as coisas estão dando certo. Não é frescura querer ter o esforço reconhecido. Então se o mundo não me motiva, motivo-me eu. Criei o jogo do por que, que recomendo a todo mundo: quando algo te preocupar ou te entristecer, se pergunte o porque está fazendo isso. Quando obtiver a resposta, pergunte o porque dela. Repita o procedimento até chegar em "porque isso me faz feliz". É motivador. E se se não chegar na felicidade, aproveite a desmotivação para parar. Eu realmente cansei de sofrer a toa.
Aprendi que as matérias do curso são importantes, por me formar; mas informação é tão importante como formação, e de nada adianta me enfurnar na faculdade de engenharia mecânica e sair com a cabeça de uma adolescente na escola, quando tem um mundo tão grande do lado de fora precisando ser mudado, melhorado, construído. Sinto falta de discussões inteligentes, de política, meio-ambiente, trabalho voluntário, cultura, línguas (este semestre foi tão sobrecarregado que tive que abandonar o francês). Sinto falta de um mundo real, um mundo não-máquina. Eu não nasci para ser máquina.
(Claro que tem gente que consegue levar tudo e não ser máquina, mas eu felizmente sou uma pessoa totalmente diferente de todas as outras)
Aprendi que o mundo é grande.
A vida é as escolhas são minhas - não digo que aprendi agora porque isso é um eterno aprendizado - cabe a mim arcar com as consequencias.
Estou decidida a ser feliz.
Bem, pensando e pensando aprendi coisas muito importantes.
Em primeiro lugar, aprendi que bombas são apenas bombas; e que a finalidade disto tudo é me fazer aprender direito as coisas para ser uma boa engenheira. Simples assim. Nenhum professor (ou melhor, quase nenhum...) que me ferrar, ninguém quer ferir meus sentimentos. Quase ninguém se importa por puro desconhecimento; este não é o foco. Profissionalismo é uma importante lição. Bem como humildade e persistência. Críticas podem ser construtivas e mesmo as destrutivas, quando acadêmicas, não devem ser levadas para o lado pessoal.
Não levar para o lado pessoal não quer dizer que eu não possa ter sentimentos. Aliás, aprendi também que tenho sentimentos, e que nada neste mundo vai me fazer pedir desculpa por tê-los. A universidade está sendo a primeira a tentar me transformar em máquina, mas o mercado de trabalho (finalmente!) bate à porta e logo logo vão ser empregadores que vão querer me deixar assim, sobrecarregada e estressada e me sentindo incapaz. Então é agora, em que ainda tenho controle sobre as coisas, que tenho que aprender meus limites e a ver que eu preciso dormir, me exercitar, sair, papear, namorar e ficar com a minha família. (Mesmo porque agora se eu fico reprovada em uma matéria é problema meu e depois eu posso fazer de novo; depois que a faculdade acabar meus erros podem ser bem mais nocivos a outras pessoas que não eu e nem sempre com correçaão possível). Eu sou gente e as minhas prioridades são gente. Satisfação pessoal para mim precisa de companhia. Então, lição número dois: estresse não traz felicidade e pessoas que tem tempo para se divertir são mais produtivas.
Aprendi que a auto-estima é minha e quem cuida dela sou eu, então eu preciso de tempo para mim, para escrever e fazer as unhas. Sinto muita falta de reforço positivo, de um "é isso aí, garota!", de ver que as coisas estão dando certo. Não é frescura querer ter o esforço reconhecido. Então se o mundo não me motiva, motivo-me eu. Criei o jogo do por que, que recomendo a todo mundo: quando algo te preocupar ou te entristecer, se pergunte o porque está fazendo isso. Quando obtiver a resposta, pergunte o porque dela. Repita o procedimento até chegar em "porque isso me faz feliz". É motivador. E se se não chegar na felicidade, aproveite a desmotivação para parar. Eu realmente cansei de sofrer a toa.
Aprendi que as matérias do curso são importantes, por me formar; mas informação é tão importante como formação, e de nada adianta me enfurnar na faculdade de engenharia mecânica e sair com a cabeça de uma adolescente na escola, quando tem um mundo tão grande do lado de fora precisando ser mudado, melhorado, construído. Sinto falta de discussões inteligentes, de política, meio-ambiente, trabalho voluntário, cultura, línguas (este semestre foi tão sobrecarregado que tive que abandonar o francês). Sinto falta de um mundo real, um mundo não-máquina. Eu não nasci para ser máquina.
(Claro que tem gente que consegue levar tudo e não ser máquina, mas eu felizmente sou uma pessoa totalmente diferente de todas as outras)
Aprendi que o mundo é grande.
A vida é as escolhas são minhas - não digo que aprendi agora porque isso é um eterno aprendizado - cabe a mim arcar com as consequencias.
Estou decidida a ser feliz.
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