Era contra o imperialismo. Contra desigualdades sociais. E, claro, contra ervilha e confeito de brigadeiro.
- No dia em que eu for presidente do mundo, se eu chegar em uma festinha e tiver aquela coisinha no brigadeiro, vai todo mundo preso! E se eu pedir um prato e vier ervilha, exílio!
Ficamos conjecturando.
A primeira coisa que ele faria seria queimar as plantações de ervilha e implodir as fábricas de confeito.
- E os funcionários?
- Os mais simples iam ser realocados para fazer armas. Gente grande ia ser torturada pra dar lição. E depois nunca mais ninguém ia saber o que aconteceu com eles.
Claro que haveria o câmbio negro. Num beco escuro:
- Tem o bagulho aí, cara?
- Tem, do bom...
- Mas estão verdes mesmo? Não quero ervilha velha, não!
- Fala baixo, você quer que os espiões escutem?
Porque é claro que haveria espiões, o futuro presidente mesmo disse. Gente comum, gente de sua confiança, caro leitor. Apenas esperando o primeiro confeito no bolo de aniversário de um ano do seu filho para chamar as forças armadas e por o lugar abaixo. Tirar o menino da tutela de gente como você e educar para servir o estado.
Todos desconfiariam de todos. E ainda assim, haveria reuniões ocultas. Primeiramente pelo barato e prazer da trangressão. Depois, formando grupos de resistência.
Começariam as manifestações.
A primeira passeata, de origem pacífica e levando apenas cartazes com fotos de doces e massas incompletos, seria reprimida a cacetadas. Outras tentativas seriam feitas, e se repetiria.
Começaria a guerrilha.
Um carro bomba explodiria em praça pública, destruindo um monumento do presidente, matando três e espalhando toneladas de glacê de chocolate por toda as redondezas. Um homem forte do governo seria encontrado morto. Causa: Envenanemento. Enfiadas em seu nariz, ervilhas eram a assinatura do crime.
A repressão aumentaria. Os atentados também. E os rebeldes começariam a ganhar força.
O governo iria perdendo força. Cada pessoa se manifestaria de um jeito. A censura não perceberia a verdadeira intenção das músicas, como a clássica "Emília, a ET pelada":
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- No dia em que eu for presidente do mundo, se eu chegar em uma festinha e tiver aquela coisinha no brigadeiro, vai todo mundo preso! E se eu pedir um prato e vier ervilha, exílio!
Ficamos conjecturando.
A primeira coisa que ele faria seria queimar as plantações de ervilha e implodir as fábricas de confeito.
- E os funcionários?
- Os mais simples iam ser realocados para fazer armas. Gente grande ia ser torturada pra dar lição. E depois nunca mais ninguém ia saber o que aconteceu com eles.
Claro que haveria o câmbio negro. Num beco escuro:
- Tem o bagulho aí, cara?
- Tem, do bom...
- Mas estão verdes mesmo? Não quero ervilha velha, não!
- Fala baixo, você quer que os espiões escutem?
Porque é claro que haveria espiões, o futuro presidente mesmo disse. Gente comum, gente de sua confiança, caro leitor. Apenas esperando o primeiro confeito no bolo de aniversário de um ano do seu filho para chamar as forças armadas e por o lugar abaixo. Tirar o menino da tutela de gente como você e educar para servir o estado.
Todos desconfiariam de todos. E ainda assim, haveria reuniões ocultas. Primeiramente pelo barato e prazer da trangressão. Depois, formando grupos de resistência.
Começariam as manifestações.
A primeira passeata, de origem pacífica e levando apenas cartazes com fotos de doces e massas incompletos, seria reprimida a cacetadas. Outras tentativas seriam feitas, e se repetiria.
Começaria a guerrilha.
Um carro bomba explodiria em praça pública, destruindo um monumento do presidente, matando três e espalhando toneladas de glacê de chocolate por toda as redondezas. Um homem forte do governo seria encontrado morto. Causa: Envenanemento. Enfiadas em seu nariz, ervilhas eram a assinatura do crime.
A repressão aumentaria. Os atentados também. E os rebeldes começariam a ganhar força.
O governo iria perdendo força. Cada pessoa se manifestaria de um jeito. A censura não perceberia a verdadeira intenção das músicas, como a clássica "Emília, a ET pelada":
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"Nesse dia feliz, minha emília,
Será tudo azul em nossos corações
teu sorriso verde, de emília
estaremos livres de samba-canções"
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Será tudo azul em nossos corações
teu sorriso verde, de emília
estaremos livres de samba-canções"
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(Claro que haveria também superinterpretações. O autor dos versos "Meu gato mia/ e anda sobre o cascalho do chão" sempre garantiu que fazia apenas referência a Pepito, seu bichano; e não incitava ninguém a se rebelar contra o sistema com uma ferina guerra de confeitos.)
A população seria incitada a pegar em armas. Então, no dia que entraria nos livros de história como a queda da Casa Azul Escura, a residência presidencial seria tomada de assalto e o presidente, morto com um tiro de confeitos. O lugar seria soterrado por ervilhas. Os rebeldes assumiriam o poder.
Seria um mundo livre, novamente. Haveria planos para a reconstrução das fábricas, retomada das plantações, anistia política de todos os presos, retorno dos exilados, união das famílias e um churrascom para comemorar.
Com brigadeiro e ervilha.
Mas o lider da revolução não gostava de azeitona, não!
A população seria incitada a pegar em armas. Então, no dia que entraria nos livros de história como a queda da Casa Azul Escura, a residência presidencial seria tomada de assalto e o presidente, morto com um tiro de confeitos. O lugar seria soterrado por ervilhas. Os rebeldes assumiriam o poder.
Seria um mundo livre, novamente. Haveria planos para a reconstrução das fábricas, retomada das plantações, anistia política de todos os presos, retorno dos exilados, união das famílias e um churrascom para comemorar.
Com brigadeiro e ervilha.
Mas o lider da revolução não gostava de azeitona, não!
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