domingo, 6 de setembro de 2009

Essa história de sair da universidade onze horas da noite ainda me é muito estranha.
Tudo bem que eu praticamente moro no quintal da Unicamp (embora já tenha ouvido que moro longe; poder ir a pé para a aula deturpa absolutamente as noções de distância) e nos dias que tenho aula até mais tarde ainda vou de carro (por segurança, e não por preguiça), mas ainda assim. Chego na kit, tomo um banho e penso no que vou fazer; e olho o relógio e vejo que na verdade já está quase na hora de Marina ir para a cama.
Dia desses estávamos eu e a Roomie andando rumo à biblioteca (ela também foi premiada com um maravilhoso horário noturno, só menos ruim que o meu), barulho das árvores farfalhando alto em contraste com o silêncio. Tenho que admitir que o clima estava bom e a noite, bonita; estrelas no céu e tudo. Ainda assim, muito escuro, muito deserto, muitas lembranças das nossas mães:
- Foi exatamente o que ela me disse para não fazer.
- Ah, qual é. - Argumentei - Aqui é muito aberto,a gente ia ver alguém se aproximando. Só se passasse um cara correndo para atacar a gente...
E neste exato instante, o som dos passos rápidos surgiu, seguido de perto e depois acompanhando um rapaz de short e tênis de corrida, passando rápido por nós.
Eu digo que a minha vida é uma comédia antiga.

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