sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Pesquisas

Uma das coisas que me acostumei a fazer na universidade foi a assinar os termos de consentimento esclarecido requerido pelos comitês de ética, e então participar de pesquisas. Lembro do tempo em que cursei biologia e fazia iniciação científica no Laboratório de Erros Inatos do Metabolismo, e volta e meia alguém chegava pedindo para os coleguinhas serem doadores de sangue para grupo controle de algo. Foi assim que descobri que sou heterozigota para uma mutação que causa deficiência na produção de uma proteína que agora eu esqueci o nome, por exemplo.
Quando eu fiz intercâmbio nos EUA, a gente tinha inclusive que cumprir uma cota de participação em pesquisas para ganhar pontos na disciplina public speaking. Assim eu fui grupo controle e fiquei reconhecendo padrões em figuras para testar se pessoas que falavam idiomas com múltiplos alfabetos tinham melhor memória visual; e respondi outros questionamentos que não me recordo também.
Fora das biológicas a participação é principalmente em questionários, e eu quase sempre respondo por solidariedade à\ao colega cientista, e nostalgia de testes de revista adolescente.
Hoje eu estava respondendo um para o TCC de uma menina da nutrição, sobre habilidades culinárias de pessoas que compram cestas de orgânicos de um projeto de extensão da UFSC, aí me embolei em uma pergunta:
"Estado de origem": no meu RG diz RJ, mas é óbvio que eu sou paraense. Minha família morou e mora no Pará, foi onde eu cresci e, prova derradeira, é pra onde volto nas férias. Nessa vida de pós-graduanda eu também já me acostumei a conhecer gente de todos os cantos desse Brasilzão e da América Latina; e quando a pessoa começa a se embolar na hora de responder de onde é eu pergunto onde ela passa o Natal. Batata. 
(Vale ressaltar que várias pessoas tem uns laços sanguíneos de difícil convívio e vão passar o Natal com sua família de amor real; é pra mim é óbvio que é de lá que essas pessoas são.)

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