Vir para o norte no fim de ano me deixa ainda mais sentimental.
Deus não tem barba, não cultuo virgindade. E minha Belém...
Fui aos céus, do azul para o preto. São tantos aviões e tantas horas. É até outro fuso-horário. As pessoas do sul e sudeste não entendem quando me digo estrangeira.
- Eu conheço alguém de Belém... - Isso alguém sempre diz. Minha teoria é que é porque paraense não consegue manter um dialogo de mais de vinte minutos sem falar da terrinha.
Já faz quase uma década da minha primeira volta. Esperava o familiar bafo quente da madrugada, mas só veio nuvem.
No inverno da minha Belém só chove.
Chove como aquela música do Tom Zé: "Menina, amanhã de manhã/ quando a gente acordar/quero te dizer que a felicidade vai/desabar sobre os homens vai..."
Nenhum comentário:
Postar um comentário