Eu acho o máximo ser filha de ginecologista e ter um papo tranquilo sobre sexo em casa. Mas às vezes até eu acho meio absurdo.
Os causos recentes:
1
Em junho, ao celular no meu tom de voz super singelo pelas ruas de Campinas:
- Mãe, to voltando da ginecologista nova. Pra ser sincera, não gostei dela, não. Ela esperou eu estar toda aberta em posição ginecológica para me avisar que não faz preventivo pelo plano! E disse que vai ter que fazer outro exame esquisito, porque talvez tenha que cauterizar meu útero. Eu achei isso meio bizarro..
- Filha, você tá pra vir pra Belém, a gente olha isso aqui. Ninguém vai cauterizar nada antes de eu dar uma olhada.
2
Na minha ginecologista de Belém, amiga da minha mãe:
- Marina, seu colo do útero está lindo! Não sei o que a outra profissional viu, não tem nada de errado aqui não. Super epiteliado, saudável, bonito mesmo de se ver. - Daí chamou a minha mãe, que esperava na ante-sala - Quer vir aqui dar uma olhada? O colo dela tá lindo!
E minha mãe foi lá averiguar.
3
No mesmo dia, meu pai chegando em casa:
- E aí filha, quais as novidades?
- Fui na gineco hoje e descobri que sou bonita por dentro. Sou tão linda que até meu colo do útero é lindo.
- Isso é falta de uso, é?
4
Ainda no mesmo dia, naqueles links patrocinados do facebook apareceram uns dois sites de relacionamento.
Facebook, vai cuidar da sua vida, tá bom?
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Meu útero é um livro aberto
Rabiscado por
Marina
às
17:25
Temática(s): Colecionando Causos
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