- Sua família dava um livro - Ele me disse.
Só porque a gente já não se falava há algum tempo, e eu contei só por contar as novidades lá "de casa": uma das minhas primas largou a UNB para "virar hippie", e está viajando o Brasil fazendo malabares. A outra continua cursando direito, em um relacionamento aberto com um cara de Israel que luta krav maga (o próximo encontro será na Tailândia). A terceira conheceu on-line num site espiritualista um cara de São Paulo que se mudou para o interior do Pará para morar com ela, vendendo biscoitos. A linda irmãzinha está em busca de si mesma. E então eu me dou conta que pode até ser genético, então nem é assim tão culpa minha ter esses parafusos a menos, e estar chorando em uma mesa de restaurante em pleno dia dos pais, contando detalhes do meu coração partido para o grande amigo, que, ok, é meu ex-namorado também. E ele me consolou e me fez me sentir mais gente - gente tem medo, gente se sente perdida, gente surta, gente fala o que não devia - e foi comigo no supermercado comprar leite condensado para fazer brigadeiro. Amizade e açúcar; e depois em casa eu só passei uma meia hora enrolada na cama com pena de mim mesma no escuro.
domingo, 11 de agosto de 2013
Domingo
Rabiscado por
Marina
às
20:54
Temática(s): Colecionando Causos
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