quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Feminismo pra quê?

Ninguém precisa mais de feminismo. Como prova, apresento duas cenas de ontem:

Cena 1

Salão de beleza. Saindo do que se espera do estereótipo de feminista peluda, fui gastar R$ 45 para extrair dolorasamente pelos que nascem naturalmente em mim. A depiladora nem perguntou como eu queria: pornografia nos ensinou que pelos pubianos devem ser totalmente retirados; você que tem que se explicar se quiser deixar alguma coisa por lá. Já tive discussão com depiladora que se chocou com o fato de eu não querer parecer uma menininha impúbere e ficou me chamando de "diferente".
A de ontem soltou a seguinte frase:
- Irrita a pele, né? A minha é muito sensível. Eu digo logo pro meu marido: ó, se você quiser usar, usa hoje, que amanhã eu vou me depilar!
Isso aí. Nada melhor que um padrão sexual que impede... a vida sexual.
E "usar" me doeu.
Fora o dinheiro envolvido. Campanha: mais pelos, mais livros. (Ou jantares fora. Ou viagens. São inúmeras opções)

PS: Recomendo esse texto.


Cena 2

Minha amiga me chamou pra ir numa balada, e lá fui eu. Nome do evento? Harém sertanejo.
Nossa, que nome lisonjeiro. Nada como ser valorizada enquanto ser humano.
Funcionamento: mulher entra de graça e tem open bar até 23h.
Adoro quem quer me embebedar, aposto que é apenas para eu me divertir, sem nenhuma pretensão.
Adoro dinâmica de balada.
(E pra dizer a verdade, a festa foi sim muito divertida. Mas precisa me tratar feito uma coisa?)


Nenhum comentário: