Ele brasileiro, ela argentina. Conheceram-se - veja só! - na Alemanha. E depois que o curso acabou passaram um bom tempo sem se ver; e eis que o reencontro se aproximava. Ele quis levar para ela algo da sua terra; a sua mesmo - porque aos estrangeiros o Brazil é homogeneamente lindo e sujo e perigoso e maravilhoso; mas paraense é um bicho que, mesmo com todo o encantamento pelo sudeste, sempre acha que há coisas maravilhosamente maravilhosas que só se acha na estrelinha mais alta da bandeira nacional. Basta ver a quantidade de caixas de isopor que deixam o aeroporto de Belém...
Ele sabia onde procurar - Belém do Pará, domingo de manhã, Praça da República. Mas não sabia o que queria achar, e por isso chamou duas amigas.
- Ela gosta de coisas artesanais? - Uma delas perguntou.
- Eu acho que sim.
- Ela usa vestido? - A outra continuou, e a partir daí as duas se revezaram no interrogatório.
- ...
- Que tipo de roupa ela veste? Calça, short...?
- Bom, estava frio, e ela estava sempre de casaco e calça porque era mais prático...
- Ok. Ela usa brinco?
- Hã... Eu acho que sim...
- Pulseira?
- Hã...
- Colar?
- Não sei...
- Ela tem peitos grandes?
Ele abriu um sorriso sacana a acenou com a cabeça.
- Homem nunca repara no que a gente usa! - Disse uma, meio desiludida com a vida.
E os três foram olhar as barraquinas de artesanato.
- Quanto custa? - Ele perguntou em uma. E não gostou do preço.
- Você tem que barganhar. - Disse uma das garotas.
- E parar de falar que nem paulista. - Disse a outra.
Rodaram, rodaram. Ele gostou de um brinco, e de uma bolsa.
- R$55 é caro? - Ele perguntou.
- Uhum. - Uma delas acenou.
- Chega propondo RS40 - a outra sugeriu.
Mas ele achou R$40 uma ofensa de tão pouco, e perguntou à artesã:
- Faz por R$42?
E as duas amigas se olharam se perguntando quem, raios, oferecia R$42.
Conseguiu por R$50, embora uma delas ainda achasse que sairia menos se ele não parecesse tão turista - a artesã tinha ficado mostrando as semestes pra ela, como se ela nunca tivesse visto sementes na vida!
E enquanto isso, no shopping, muitos algos que não tinham sido feitos únicos e à mão custava muito, muito mais.
Ele saiu de lá feliz da vida. Eu acho que a menina vai gostar.
Ele sabia onde procurar - Belém do Pará, domingo de manhã, Praça da República. Mas não sabia o que queria achar, e por isso chamou duas amigas.
- Ela gosta de coisas artesanais? - Uma delas perguntou.
- Eu acho que sim.
- Ela usa vestido? - A outra continuou, e a partir daí as duas se revezaram no interrogatório.
- ...
- Que tipo de roupa ela veste? Calça, short...?
- Bom, estava frio, e ela estava sempre de casaco e calça porque era mais prático...
- Ok. Ela usa brinco?
- Hã... Eu acho que sim...
- Pulseira?
- Hã...
- Colar?
- Não sei...
- Ela tem peitos grandes?
Ele abriu um sorriso sacana a acenou com a cabeça.
- Homem nunca repara no que a gente usa! - Disse uma, meio desiludida com a vida.
E os três foram olhar as barraquinas de artesanato.
- Quanto custa? - Ele perguntou em uma. E não gostou do preço.
- Você tem que barganhar. - Disse uma das garotas.
- E parar de falar que nem paulista. - Disse a outra.
Rodaram, rodaram. Ele gostou de um brinco, e de uma bolsa.
- R$55 é caro? - Ele perguntou.
- Uhum. - Uma delas acenou.
- Chega propondo RS40 - a outra sugeriu.
Mas ele achou R$40 uma ofensa de tão pouco, e perguntou à artesã:
- Faz por R$42?
E as duas amigas se olharam se perguntando quem, raios, oferecia R$42.
Conseguiu por R$50, embora uma delas ainda achasse que sairia menos se ele não parecesse tão turista - a artesã tinha ficado mostrando as semestes pra ela, como se ela nunca tivesse visto sementes na vida!
E enquanto isso, no shopping, muitos algos que não tinham sido feitos únicos e à mão custava muito, muito mais.
Ele saiu de lá feliz da vida. Eu acho que a menina vai gostar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário